Nem usinas nucleares, nem petróleo: a megaestrutura bizarra construída pelo Brasil e Paraguai já foi a maior barragem do mundo e entrou para o Guinness ao gerar a maior quantidade de energia limpa de toda a história
Itaipu nasceu como uma das maiores obras da história da América Latina, virou referência global em energia limpa e hoje enfrenta novas disputas políticas e econômicas entre Brasil e Paraguai
A Usina Hidrelétrica de Itaipu é tão gigantesca que, durante mais de 20 anos, foi considerada a maior barragem do mundo. Localizada entre Brasil e Paraguai, a megaestrutura produz energia suficiente para abastecer boa parte do território brasileiro e praticamente todo o Paraguai, além de acumular recordes históricos de geração de energia limpa.
Com turbinas colossais, um lago artificial imenso e uma obra que mudou completamente a paisagem do Rio Paraná, Itaipu se tornou um dos maiores símbolos da engenharia mundial. Mas por trás de números impressionantes, a hidrelétrica também carrega uma história marcada por impactos ambientais, disputas políticas e uma nova negociação bilionária que pode afetar diretamente o futuro da energia nos dois países. A usina nasceu de um acordo firmado nos anos 1970 entre Brasil e Paraguai e, décadas depois, voltou a virar assunto em debates estratégicos envolvendo dinheiro, soberania energética e geopolítica.
A construção de Itaipu exigiu desviar um dos maiores rios do mundo e movimentou uma obra quase impossível para a época
Muito antes de começar a gerar energia, Itaipu já era uma obra que impressionava pelo tamanho do projeto. A ideia começou a ser desenvolvida nos anos 1960, quando Brasil e Paraguai iniciaram negociações para aproveitar o potencial hidrelétrico do Rio Paraná. O tratado definitivo foi assinado em 1973, e as obras começaram oficialmente em 1975.
Para erguer a estrutura, foi necessário desviar o curso do rio, escavar milhões de ...
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