Michael Leiters, CEO da Porsche: "Apressamos as coisas com o Taycan. Um 911 nunca será elétrico; sua viabilidade reside no motor a combustão."
CEO da Porsche freia planos elétricos da montadora alemã após passo em falso
O carro elétrico está se mostrando um desafio para as marcas que produzem carros esportivos de luxo. O mercado não parece pronto para abraçar o conceito, e as empresas têm reconsiderado suas estratégias ou optado por caminhos inesperados. A Porsche é uma delas, e seu CEO, Michael Leiters, é muito claro sobre isso.
"Apressamos as coisas"
Para Leiters, o Porsche Taycan era "um projeto emblemático e um produto excelente", mas chegou cedo demais. Foi o que ele argumentou em um encontro organizado pela revista alemã Auto Motor und Sport, que reuniu os CEOs da Mercedes e dos grupos automotivos Volkswagen e BMW, bem como o presidente do Conselho de Administração da Audi.
Lá, na mesa redonda, Leiters destacou que o produto é bom, mas que o futuro não reside apenas nos carros elétricos. "Parece que fomos rápido demais com o salto para a eletricidade. Continuaremos investindo nessa área, mas não teremos um 911 elétrico. A viabilidade está no motor a combustão e no híbrido", esclareceu Leiters.
O que aconteceu com a Porsche?
A empresa alemã está passando por um período financeiro difícil. Suas demonstrações financeiras de 2025 refletiram uma margem de lucro de 0,2%. Em outras palavras, a Porsche ligou as máquinas, colocou seus funcionários para trabalhar e mobilizou todos os seus recursos, mas seu lucro foi praticamente inexistente. Um ano inteiro perdido.
A empresa alemã foi atingida por uma tempestade perfeita. Na China, suas vendas despencaram porque o Porsche Taycan se tornou obsoleto e ...
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