Mythos, a nova IA da Anthropic, encontra vulnerabilidades em todos os sistemas operacionais do mundo
O modelo é tão poderoso que não será disponibilizado ao público para não cair nas mãos de criminosos
No dia 24 de fevereiro de 2026, os engenheiros da Anthropic (empresa que faz o Claude) puderam testar pela primeira vez seu novo modelo de inteligência artificial, ao qual deram o nome de Claude Mythos Preview. Assim que o fizeram, perceberam uma coisa:
"demonstrou um salto espetacular em suas capacidades cibernéticas em relação a modelos anteriores, incluindo a capacidade de descobrir e explorar de forma autônoma vulnerabilidades zero-day nos principais sistemas operacionais e navegadores web do mercado".
Essa descoberta deixou claro para os responsáveis da Anthropic que, embora essa capacidade torne a nova IA muito valiosa para fins defensivos, também representa riscos evidentes caso o modelo seja disponibilizado globalmente. Afinal, um cibercriminoso poderia aproveitá-la para encontrar vulnerabilidades em todo tipo de sistemas e explorá-las.
A empresa detalhou essa análise do Mythos como uma ameaça à cibersegurança em uma publicação em seu blog e destacou como a IA encontrou uma vulnerabilidade (agora corrigida) que estava presente há 27 anos no OpenBSD, um sistema operacional justamente reconhecido por sua altíssima segurança. Houve mais exemplos, e todos deixavam clara a conclusão: o Mythos é poderoso demais para ser usado pelo público em geral.
O melhor da história, segundo os benchmarks
A Anthropic publicou um relatório extremamente detalhado sobre esse modelo, com sua "system card". Entre os dados apresentados está, por exemplo, o desempenho do Mythos em benchmarks, ...
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