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Ministro diz que satélite para banda larga também terá fins militares

2 abr 2012 - 22h03
(atualizado às 22h46)
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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta segunda-feira que o novo satélite que será construído para levar internet banda larga a regiões remotas do País também vai atender a fins militares. O satélite exigirá investimentos de R$ 750 milhões e vai ser desenvolvido pela Telebrás e pela Embraer.

O ministro explicou que o satélite vai permitir oferecer conexão de banda larga a municípios da região amazônica e outras áreas remotas difíceis de cobrir. "Temos um número muito grande de municípios e localidades em regiões mais afastadas onde a construção de cabos ou de tecnologia por rádio convencional encontra muitas dificuldades", disse Bernardo.

Segundo a previsão do governo, além de ser utilizado no plano de universalização da banda larga, que prevê levar internet a 40 milhões de casas, o satélite vai atender também as necessidades de comunicação das Forças Armadas. De forma paralela, o governo federal prevê ainda realizar nos próximos meses um leilão para conceder frequências de telefonia de quarta geração, para estender o acesso à internet de alta velocidade em dispositivos móveis antes de 2014, ano no qual o País sediará a Copa do Mundo.

O lançamento deverá ser realizado fora do Brasil porque as duas bases para o lançamento de foguetes do país (Alcântara e Barreira do Inferno) carecem da tecnologia para impulsionar um satélite até a órbita geoestacionária.

As autoridades brasileiras esperam pôr em órbita em 2013 outro satélite, desenvolvido em colaboração com a Ucrânia no Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. No entanto, segundo disse o ministro, o novo satélite de comunicações pesará quase 6 t e vai superar a capacidade do centro.

O Brasil domina a tecnologia para a fabricação de satélites desde 1985, ano em que lançou o primeiro satélite de comunicações da América do Sul, propriedade da então companhia estatal Embratel. O País possui dois satélites para a coleta de dados ambientais e outros três que compartilha com a China, também destinados a fins científicos.

EFE   
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