Italiano construiu falso anfiteatro romano com gesso e concreto para enganar turistas e cobrar ingressos de 40 euros: ele inventou que Júlio César e Cleópatra passaram pelo local e acabou condenado à prisão por fraude histórica
Franco Malosso criou uma estrutura moderna, envelheceu artificialmente os materiais e transformou o local em atração turística com visitas que custavam até 40 euros
O italiano Franco Malosso foi condenado a mais de dois anos de prisão por criar um falso sítio arqueológico em Arcugnano, na Itália. Ele construiu uma réplica de anfiteatro com concreto, gesso e fibra de vidro, alegando que se tratava de uma ruína de quase 1.700 anos revelada por um deslizamento. Durante anos, Malosso atraiu turistas e cobrou ingressos de até 40 euros inventando narrativas históricas sobre o local, até ser desmascarado por investigações que comprovaram a fraude.
Por mais de uma década, o Anfiteatro Berico, localizado nas colinas de Arcugnano, na província italiana de Vicenza, foi divulgado como um complexo com vestígios de diferentes períodos da história. O local recebia turistas e cobrava até 40 euros por ingresso. O problema é que as supostas ruínas não eram antigas, elas haviam sido construídas recentemente.
O responsável pela estrutura, Franco Malosso, chegou a afirmar que o local tinha quase 1.700 anos e que havia sido revelado por um deslizamento de terra. A investigação iniciada em 2016 concluiu que o cenário era uma construção moderna feita com materiais como concreto, gesso e fibra de vidro. Em 2021, Malosso foi condenado e começou a cumprir pena de dois anos e quatro meses de prisão em 2026.
Anfiteatro era divulgado como antiguidade de quase 1.700 anos
Malosso divulgava o espaço como um sítio arqueológico com referências a períodos neolítico, grego e romano. A história contada aos visitantes dizia que as estruturas haviam sido descobertas depois de um deslizamento de terra ocorrido em 2005.
O local ficava em uma área de aproximadamente 5 mil metros quadrados e ganhou arquibancadas, colunas, estátuas, caminhos e até um lago artificial.
As visitas eram organizadas como se o público estivesse diante de um patrimônio histórico recém-descoberto, e o ingresso podia chegar a 40 euros.
Segundo reportagens sobre o caso, Molosso também criava narrativas históricas para transformar o lugar em atração turística.
Os ...
Matérias relacionadas
Fazer a lição de casa com excelência já não significa ser um bom aluno - e a culpa é da IA
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.