Harvard admite ter tirado fotos secretas de estudantes
Vice-reitor Peter Bol afirma que as informações não miraram estudantes específicos
A Universidade de Harvard nos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira que estava espionando professores e alunos por meio de fotografias sem a permissão de 2 mil alunos desde 2013.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, a confirmação veio por meio de um encontro entre Peter Bol, vice-reitor para avanços na aprendizagem, e funcionários da instituição - em especial o professor Harry Lewis, responsável pelo estudo que instalou câmeras secretas no campus.
Segundo Bol, o software de Lewis servia para analisar a frequência dos alunos em aula e as fotos já teriam sido destruídas. O novo escândalo surge em um momento que os americanos discutem o direito à liberdade na rede, se devem ou não ser monitorados por instituições.
O vice-reitor ainda explica que a ideia do estudo era que os alunos e professores não fossem informados para que a faculdade pudesse ter dados mais precisos. Por fim, Peter Bol afirma que as informações não miraram estudantes específicos.
Os professores tiveram acesso às informações após o fim do estudo.
A Universidade de Harvard, em sua defesa, afirma que o estudo foi aprovado pelo governo dos Estados Unidos, que constatou não envolver “pesquisas sobre humanos” e que não precisava de prévia aprovação dos estudados.
O presidente da instituição, Drew Faust, ainda prometeu que os estudantes envolvidos no estudo, realizado desde 2013, serão informados sobre a sua participação.
