Não são mais os jogos: o dinheiro mudou de mãos nos celulares e uma única tecnologia é a responsável pela virada histórica em gastos globais
Usuário médio gasta cerca de 3,6 horas por dia em aplicativos e utiliza 34 ferramentas diferentes
Pela primeira vez na história do mercado móvel, o entretenimento dos games perdeu o trono da arrecadação global. Segundo o relatório anual State of Mobile da Sensor Tower, os consumidores gastaram mais dinheiro em aplicativos de utilidades, produtividade e redes sociais do que em jogos durante o ano de 2025. O grande motor dessa mudança foi a ascensão meteórica da inteligência artificial generativa.
Enquanto os gastos com jogos estagnaram, crescendo apenas 1% em relação ao ano anterior, a receita de aplicativos fora dessa categoria saltou 21%, atingindo a marca de US$ 85,5 bilhões. Esse fenômeno marca uma transição profunda no comportamento do usuário: o smartphone deixou de ser prioritariamente um console de bolso para se tornar uma estação de trabalho e assistência pessoal.
O fenômeno da IA generativa
O crescimento do setor de IA foi tão agressivo que as compras dentro desses aplicativos triplicaram em relação a 2024, superando os US$ 5 bilhões. Nenhuma outra categoria, incluindo redes sociais ou serviços de streaming, chegou perto desse ritmo de expansão.
- Domínio do ChatGPT: sozinho, o chatbot da OpenAI gerou US$ 3,4 bilhões em receita. Além disso, foi o aplicativo mais baixado para iPhone em 2025, provando que o interesse do público não é apenas passageiro.
- Engajamento profundo: tempo gasto em apps de IA multiplicou-se por dez desde 2023. Mais do que apenas baixar, os usuários estão interagindo com essas ferramentas mais de 1 trilhão de vezes ao ano, integrando-as à ...
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