Com a oferta pública inicial de ações na bolsa (IPO, na sigla em inglês), o Twitter pretende arrecadas US$ 1 bilhão, o que vai transformar alguns de seus criadores e funcionários em milionários. Mas o Business Insider nota que alguns dos empregados já teve, em 2012, renda de mais de seis dígitos. Confira quem são e quanto ganharam
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O CEO Richard "Dick" Costolo ganhou US$ 200 mil em salário no ano passado, mais o prêmio por ter 1,6% da companhia, em US$ 11,3 milhões, teve renda total de US$ 11,5 milhões. Em agosto, a remuneração foi reduzida a US$ 14 mil
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O segundo funcionário mais bem pago do Twitter, Christopher Fry, é o vice-presidente sênior de Engenharia da empresa. O salário de US$ 145 mil anuais, somado ao bônus de US$ 100 mil e com as ações que detém - percentual não revelado -, em US$ 10 milhões, ele recebeu US$ 10,3 milhões em 2012
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Adam Bain, presidente global de Receitas do Twitter, ganhou US$ 6,7 milhões no ano passado. O valor inclui o salário de US$ 200 mil, prêmios de ações de US$ 4,7 milhões, ações extras em US$ 1,6 milhões e comissaão por vendas de US$ 200 mil
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Entre os executivos mais bem remunerados do Twitter, o nome do engenheiro Christopher Fry se destaca. O vice-presidente de engenharia ganhou US$ 10,3 milhões no ano passado, atrás apenas do presidente-executivo do Twitter, Dick Costolo, que recebeu US$ 11,5 milhões, de acordo com os documentos da oferta pública inicial do Twitter (IPO, na sigla em inglês).
O valor é maior que os contracheques de executivos como Adam Messinger, vice-presidente de Tecnologia; Mike Gupta, vice-presidente financeiro; e Ali Rowghani, vice-presidente de Operações. Bem-vindo ao Vale do Silício, onde a escassez de grandes talentos de engenharia em meio a uma explosão de empresas iniciantes sustentada por capital de risco está inflando os contracheques.
São inúmeras as histórias sobre os esforços que os empregadores fazem para atrair engenheiros talentosos - sem contar as cafeterias gratuitas, serviços de lavanderia e ônibus fretados que os 'googlers' e os 'facebookers' do mundo se fizeram conhecidos. Uma empresa iniciante (startup) ofereceu a um cobiçado engenheiro um leasing de um ano de um automóvel sedã Tesla, que custa em torno de US$ 1 mil por mês, disse que o capitalista de risco Ganesan Venky, que não quis identificar a empresa em questão.
No caso de Fry, sua remuneração veio principalmente sob a forma de prêmios em ações, avaliados em US$ 10,1 milhões no ano passado, de acordo com os documentos do IPO do Twitter. Ele recebeu um salário de pouco mais de US$ 145 mil e um bônus de US$ 100 mil. Alguns podem achar que ele foi mal pago.
O vice-presidente de engenharia do Facebook, Mike Schroepfer, ganhou US$ 24,4 milhões em ações um ano antes da abertura de capital da empresa, no ano passado. Ele também recebeu um salário de quase US$ 270,9 mil e um bônus de pouco mais de US$ 140,3 mil. Porém, o Facebook registrou uma receita de US$ 3,71 bilhões naquele ano, 10 vezes mais que os US$ 317 milhões do Twitter.
A grande demanda por engenheiros é explicada, em parte, pelo crescente número de startups, segundo alguns investidores em capital de risco. Cerca de 242 empresas da região receberam financiamento em estágios embrionários - conhecida como rodada de semente - na primeira metade deste ano, de acordo com a consultora CB Insights. Esse valor é superior ao registrado em todo o ano de 2010.
Outro fator é a complexidade cada vez mais elevada da tecnologia. Muitos no Vale do Silício gostam de discutir sobre o engenheiro "10x", uma pessoa extremamente qualificada que consegue realizar o trabalho de dez engenheiros meramente competentes. "Tendo engenheiros '10x' no topo é a única forma de recrutar outros engenheiros '10x'", disse Aileen Lee, fundador do Cowboy Ventures, uma fundo de capital de risco em estágio inicial.
Colegas antigos afirmam que Fry, que foi contratado pelo Twitter mais cedo este ano, se encaixa no perfil. O microblog o tirou da fabricante de softwares Salesforce, onde trabalhou em vários cargos desde 2005, indo de gerente de engenharia na equipe de serviços da web para vice-presidente sênior de Desenvolvimento.
Hoje, até mesmo os engenheiros iniciantes podem receber salários lucrativos no Vale. O Google ofereceu US$ 150 mil em salários anuais, mais US$ 250 mil em opções de ações para contratar um PhD recém-graduado que estava considerando um emprego na Apple, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação.
Em média, um engenheiro de software ganha um salário de US$ 100 mil por ano no Vale do Silício, de acordo com Dice, um serviço de tecnologia de recrutamento. O valor é um pouco mais baixo do que os US$ 113,5 mil no ano passado, devido a um aumento na contratação de engenheiros menos experientes, disse um porta-voz do Dice.
Em comparação, o salário médio de todos os profissionais na região da Baía de São Francisco é de US$ 66,1 mil por ano, de acordo com o departamento de estatísticas de emprego. Outros trabalhadores na região podem ter salários ainda maiores - médicos ganham US$ 133,5 mil, advogados cerca de US$ 174,4 mil e um engenheiro civil ganha US$ 107,4 mil por ano -, mas a indústria de tecnologia oferece normalmente ações ou opções de ações além do salário.
O Business Insider reuniu informações sobre alguns dos primeiros colaboradores do Twitter e da Odeo, empresa que criou o microblog em primeiro lugar, do cofundador esquecido da companhia, Noah Glass, à gerente de Assistência ao Consumidor, Crystal Taylor, ainda na equipe. Veja quem são eles e o que estão fazendo hoje em dia
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Florian Weber (@csshsh) ficou no Twitter/Odeo entre março de 2005 e fevereiro de 2007, quando deixou o cargo de desenvolvedor-líder de Ruby on Rails. Hoje, é o executivo-chefe de Tecnologia da Amen, startup que fundou e que foi comprada pela Tape.tv
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Blaine Cook (@blaine) esteve no time do Twitter/Odeo de fevereiro de 2005 a abril de 2008, quando deixou de ser executivo-chefe de tecnologia na companhia. Fundou e hoje atua no Poetica, plataforma para "fazer a internet melhor para escritores", segundo define o usuário número 246 do microblog
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Ray McClure (@rayreadyray), dono da conta número 31 do Twitter, ficou na empresa de dezembro de 2004 a abril de 2007, deixando o cargo de desenvolvedor Actionscript. Fundou, então, a Secret Feature, e trabalha como desenvolvedor para a empresa
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Tim Roberts (@timroberts) ocupava a vice-presidência de Produto e Marketing em setembro de 2006, quando deixou a empresa após quase dois anos de participação - iniciados em dezembro de 2005. Hoje é vice-presidente de Interatividade da FitBit - sua conta na rede social de 140 caracteres é a de número 22
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Evan "Rabble" Henshaw-Plath (@rabble) chegou ao Twitter/Odeo em dezembro de 2004, e era desenvolvedor-líder em junho de 2006 quando deixou a companhia. Hoje é executivo-chefe de Tecnologia da Neo
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Dom Sagolla (@dom), número 21 entre as contas criadas no Twitter, chegou em outubro de 2005 e saiu menos de um ano depois, em maio de 2006, como chefe de qualidade. Depois, criou a Hackathon e hoje atua como diretor-chefe de Comunidade na Chaotic Moon Studios
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Evan "Ev" Williams (@ev), o 20° a ter um perfil no microblog, fundou a Odeo em 2005, depois de deixar o Google, e foi CEO do Twitter até 2010, quando Dick Costolo assumiu o posto. Hoje executivo-chefe da Medium, ele ainda atua no conselho de diretor do Twitter - e tem mais de 1,6 milhão de seguidores
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Adam Rugel (@adam), número 18 entre os usuários do Twitter, ficou entre junho de 2005 e julho de 2006 na empresa, saindo como diretor de Desenvolvimento de Negócio. Hoje atua como diretor sênior de Esportes Universitários na ESPN
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Tony Stubblebine (@tonystubblebine), a 17ª conta a ser criada no Twitter, ficou entre 2005 e 2006 na empresa, como diretor de Engenharia. Depois, ajudou a fundar a Lift, onde hoje é CEO
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Jeremy LaTrasse (jeremy), o número 16, ficou até maio de 2010, completando quase 4,5 anos de Twitter - iniciados em dezembro de 2005. Saiu como diretor de Operações e cofundou a Message Bus. Atualmente é conselheiro e investidor de startups
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Crystal Taylor (@crystal), a 15° usuária da rede social, entrou em 2005 no Twitter e ainda trabalha na empresa, hoje como gerente de Assistência ao Consumidor
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Noah Glass (@noah), da conta número 14, ajudou a fundar a Odea em 2005 e ficou até meados de 2006, quando foi demitido por Evan Williams. Ao Business Insider, ele afirmou em 2011 que o choque da demissão foi tão grande que ele passou uns anos trabalhando sozinho - na internet, ainda hoje, ele é difícil de encontrar
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Christopher "Biz" Stone (@biz), o 13° a ter uma conta no microblog, é um dos fundadores do Twitter, e ficou na empresa até 2011. Depois, criou a Jelly, onde é CEO atualmente, função que ocupa, também, na Obvious Corp. Tem mais de 2 milhões de seguidores no Twitter
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Jack Dorsey (@jack), com a conta de número 12, é um dos fundadores do Twitter, e trabalhou na empresa até 2008, quando deixou o cargo de presidente e de membro do conselho. Fundou então a Square e é CEO da startup atualmente
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