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Geração Z pode nunca ter casa própria ou emprego fixo, mas terá renda garantida pela IA: especialistas preveem futuro com "bolsa" financiada pela tecnologia para compensar a perda de postos de trabalho

Com o avanço da inteligência artificial entusiastas de diferentes correntes políticas discutem como redistribuir a riqueza produzida pelas máquinas

1 set 2026 - 12h38
(atualizado em 2/9/2026 às 10h10)
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Resumo
Com o avanço da inteligência artificial ameaçando os empregos tradicionais da Geração Z, especialistas propõem a criação de uma renda básica universal financiada pela tecnologia. Apoiada por líderes globais, a iniciativa prevê a taxação de lucros corporativos e da produtividade de robôs e sistemas de IA para redistribuir a riqueza gerada diretamente aos cidadãos, garantindo a subsistência da população em um cenário de escassez de postos de trabalho.
Geração Z pode nunca ter casa própria ou emprego fixo
Geração Z pode nunca ter casa própria ou emprego fixo
Foto: Imagem gerada por IA / Xataka

A inteligência artificial pode transformar o mercado de trabalho nas próximas décadas. Entre as previsões, está a possibilidade de que máquinas assumam uma parcela tão grande das atividades humanas que os governos precisem criar mecanismos para redistribuir parte da riqueza produzida pela tecnologia.

A ideia reúne defensores como de Elon Musk a Bernie Sanders — senador dos EUA —, e ganhou uma nova formulação com pesquisadores que propõem uma espécie de renda universal financiada pelos ganhos da IA. O objetivo seria garantir que a população pudesse se beneficiar do aumento da produtividade mesmo em um cenário de redução dos empregos tradicionais.

Renda básica turbinada pela inteligência artificial

A proposta parte de um conceito conhecido como renda básica universal, no qual o Estado realiza pagamentos regulares aos cidadãos. A diferença é que a chamada renda universal elevada pressupõe um futuro onde robôs e sistemas de IA produziriam grande parte dos bens e serviços necessários à sociedade.

Um dos defensores dessa ideia é Daniel Schreiber, fundador do MOSAIC AI Policy Institute, que desenvolveu um modelo econômico para Israel que calcula como a riqueza gerada pela inteligência artificial poderia ser redistribuída.

A proposta prevê a cobrança de impostos sobre a produção empresarial e a utilização de parte dos lucros gerados pela IA e de fundos soberanos. Em seu modelo, isso poderia financiar aproximadamente 6.750 shekels por mês para cada adulto, cerca de US$ 2.320, segundo os ...

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