Garotas do Radium: a trágica e fatal história de jovens envenenadas pela própria profissão
Contratadas para pintar mostradores de relógios nos anos 1917, milhares de mulheres foram expostas a altas doses de radiação sem proteção, resultando em mortes e no fortalecimento das leis trabalhistas nos Estados Unidos
Antes da criação das leis segurança no local de trabalho, por volta do início do século XX, acidentes envolvendo operários e funcionários de fábricas e indústrias era uma realidade muito comum. Esses acidentes envolviam vários tipos de incidentes, como insalubridade, lesões e exposição a substâncias perigosas, como radiação. É exatamente isso que aconteceu com as Garotas do Radium, em 1917. Elas trabalhavam na United States Radium, uma companhia estadunidense que desenvolveu tinta radioativa fluorescente, e acabaram adoecendo devido à exposição de material radioativo. Graças a elas e a repercussão do caso, foram criadas leis trabalhistas nos Estados Unidos para proporcionar maior segurança no trabalho. A seguir, entenda mais sobre a história trágica dessas meninas.
Quem foram as Garotas do Radium?
Entre os anos de 1915 e 1918, no auge da Primeira Guerra Mundial, a United States Radium, empresa sediada em Orange, Nova Jersey, EUA, contratou cerca de 4 mil jovens mulheres para trabalhar em uma função relativamente fácil na fábrica: pintar mostradores de relógios com uma tinta fluorescente. Inicialmente, pode parecer um trabalho inofensivo e tranquilo. Porém, o pigmento que brilhava no escuro era feito à base de radium, um elemento radioativo perigosíssimo, descoberto por Marie Curie poucas décadas antes, em 1989.
O trabalho das garotas exigia precisão e atenção. Para manter as cerdas dos pincéis que pintavam os relógios bem finas, as funcionárias eram incentivadas a ...
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