Funcionário da OpenAI é preso acusado de porte de dispositivo de escuta, diz empresa
O FBI prendeu um funcionário da OpenAI acusado de instalar um sofisticado dispositivo de escuta em um escritório da empresa. A criadora do ChatGPT usou seus próprios modelos de inteligência artificial para identificar o suspeito, que já foi demitido. Segundo a companhia, não há indícios de vazamento de códigos, modelos ou dados de clientes, e o caso segue sob investigação federal em meio a crescentes preocupações sobre a segurança de seus sistemas.
A OpenAI anunciou nesta terça-feira que a polícia federal dos Estados Unidos (FBI) prendeu um de seus funcionários em conexão com um sofisticado dispositivo de escuta encontrado escondido em um dos escritórios da empresa.
A criadora do ChatGPT utilizou seus modelos internos de IA para identificar o indivíduo responsável por instalar o dispositivo e rastrear sua origem, informou a companhia na rede social X.
"No momento, não temos indícios de que esse indivíduo tenha acessado indevidamente ou extraído modelos, código-fonte ou dados de clientes. O funcionário foi demitido", afirmou a companhia de inteligência artificial.
A OpenAI afirmou que seu programa de segurança foi projetado para proteger contra uma ampla gama de agentes de ameaças, desde riscos internos até criminosos externos e Estados-nação.
A empresa disse que encaminhou o caso ao FBI, que continua investigando.
A descoberta ocorre em um momento em que a OpenAI enfrenta críticas sobre incidentes de segurança envolvendo seus sistemas de IA. No início deste mês, a Reuters e outros veículos de comunicação noticiaram que a OpenAI informou aos investidores que sua receita anualizada para setembro era de quase US$50 bilhões, uma queda em relação ao que havia sido sinalizado anteriormente.
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