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Engenheiro da OpenAI é preso por instalar dispositivo de espionagem na empresa, dizem EUA

13 out 2026 - 19h53
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Resumo
O engenheiro Abdulrahman Alfozan foi preso nos Estados Unidos sob a acusação de instalar um dispositivo espião em uma sala de reuniões da OpenAI. A empresa utilizou sua própria tecnologia de IA para identificar o suspeito, que pretendia gravar conversas confidenciais sobre superinteligência. Alfozan foi demitido, outro aparelho similar foi apreendido em seus pertences e o FBI investiga o caso. Se condenado, ele pode enfrentar até cinco anos de prisão e multa de 250 mil dólares.

Policiais federais dos Estados Unidos prenderam um cidadão ‌saudita que era engenheiro na OpenAI e é suspeito de instalar um dispositivo oculto de gravação de áudio em uma sala de reuniões executiva da empresa de inteligência artificial, informou o Departamento de Justiça do país nesta terça-feira.

Abdulrahman Alfozan, de 35 anos, era engenheiro na OpenAI desde julho de 2025, informou o Departamento de Justiça em comunicado.

A OpenAI ⁠descobriu o dispositivo conectado a uma porta USB na parte traseira de um televisor em ‌uma sala de conferências executiva em um de seus prédios em São Francisco em 30 de setembro, segundo o departamento.

O dispositivo tem o tamanho de um polegar, possui um ‌microfone e pode ser conectado a uma câmera. O ‌aparelho estava escondido em papel higiênico, de acordo com a denúncia do FBI. ⁠Ele foi instalado por volta de 28 de setembro e os dados armazenados estão criptografados e inacessíveis. Posteriormente, os investigadores encontraram um dispositivo personalizado semelhante na bolsa pessoal de Alfozan.

A OpenAI afirmou na rede social X que utilizou seus modelos internos de IA para identificar a pessoa responsável por instalar o dispositivo e rastrear sua origem.

A empresa afirmou ter evidências ‌de que o funcionário pretendia colocar outros dispositivos de gravação em áreas sensíveis de seus escritórios ‌para gravar reuniões secretamente.

"No momento, ⁠não temos indícios ⁠de que esse indivíduo tenha acessado indevidamente ou extraído modelos, código-fonte ou dados de clientes. O funcionário ⁠foi demitido", afirmou a empresa.

A OpenAI encaminhou o ‌caso ao FBI, que continua ‌investigando. A embaixada da Arábia Saudita nos EUA não respondeu imediatamente a um pedido feito pela Reuters para comentário.

"Abdulrahman Alfozan teria escondido um dispositivo de gravação secreto dentro da sala de conferências executiva de seu empregador para capturar secretamente comunicações confidenciais ⁠sobre a tecnologia de superinteligência da empresa", afirmou o diretor da polícia federal dos EUA (FBI), Kash Patel, em comunicado.

Alfozan também teria utilizado um agente de produtividade baseado em IA para buscar informações sobre agendas e capacidades das salas de reuniões por cerca de um mês, até 16 de setembro, de ‌acordo com a denúncia do FBI. Ele é residente permanente legal nos EUA desde setembro de 2020.

Se condenado, Alfozan pode pegar até cinco anos de prisão, multa de US$250 ⁠mil e três anos de liberdade condicional.

Alfozan estudou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade da Califórnia, em Berkeley, de acordo com seu perfil no LinkedIn. Anteriormente, ele trabalhou na Meta e na Microsoft.

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente os detalhes mencionados em seu perfil no LinkedIn.

A OpenAI informou na sexta-feira que demitiu três pesquisadores após uma investigação ter constatado que eles haviam violado políticas da empresa sobre o tratamento de informações confidenciais.

Os pesquisadores, Jasmine Wang, Tomek Korbak e Mikita Balesni, publicaram posteriormente uma carta detalhando as circunstâncias de sua demissão e argumentando que cortes em massa abruptos podem criar incerteza entre os funcionários e minar uma cultura na qual os pesquisadores podem levantar questões de segurança. 

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