Estudo aponta 15 fatores que aumentam risco de demência precoce; veja quais
Alcoolismo, solidão e problemas de saúde estão na lista, como deficiência de vitamina D, deficiência auditiva e depressão
Uso abusivo de álcool, isolamento social e depressão estão entre os 15 fatores que podem aumentar significativamente o risco de demência de início precoce, de acordo com um estudo da UK Biobank, publicado na revista JAMA Neurology.
Pesquisadores das universidades de Exeter e Maastricht examinaram fatores de risco modificáveis que aumentam a predisposição à demência de início precoce, incluindo aspectos genéticos, de estilo de vida e ambientais.
Quinze fatores foram encontrados por eles com potencial de aumentar significativamente o risco, como menor educação formal ou menor nível socioeconômico; fatores de saúde, como deficiência de vitamina D, deficiência auditiva, depressão, status da apolipoproteína E, hipotensão ortostática, acidente vascular cerebral, diabetes e doença cardíaca; e estilo de vida, como alcoolismo e isolamento social.
Nova luz para a prevenção
"Embora uma exploração mais aprofundada desses fatores de risco seja necessária para identificar potenciais mecanismos subjacentes, abordar esses fatores modificáveis pode ser eficaz na mitigação do risco de desenvolver demência de início jovem e pode ser prontamente integrado nas iniciativas atuais de prevenção da demência”, expressaram os pesquisadores.
No mundo, quase 4 milhões de pessoas apresentam sintomas de demência antes dos 65 anos, com 370 mil diagnosticadas a cada ano.
Segundo noticiado pelo The Guardian, Sebastian Köhler, professor de neuroepidemiologia da Universidade de Maastricht (Holanda) e um dos principais autores da pesquisa, a análise é importante para reduzir o risco de demência.
"Já sabíamos, por meio de pesquisas com pessoas que desenvolvem demência em idade mais avançada, que há uma série de fatores de risco modificáveis. Além dos fatores físicos, a saúde mental desempenha um papel importante, incluindo evitar o estresse crônico, a solidão e a depressão. O fato de que isso também é evidente na demência de início jovem foi uma surpresa para mim, e pode oferecer oportunidades para reduzir o risco neste grupo também", diz.