"Estamos na internet de 1995": por que a revolução da IA pode criar mais empregos do que destruir
Apesar da atmosfera nebulosa e potencialmente sombria que paira sobre o assunto, há quem tenha visões otimistas e de longo prazo
O medo de que a inteligência artificial vai eliminar empregos em massa domina o debate na atualidade. A Microsoft já demitiu 15 mil funcionários só em 2025. A Intel mandou embora 21,400 trabalhadores em julho. Em empresas de tecnologia o número chega a mais de 130 mil empregos perdidos neste ano, de acordo com o site Trueup, que tem um contador de demissões em massa para o setor.
Mas tudo isso realmente têm à ver só com inteligência artificial? A tecnologia é, sim, um fator, mas está longe de ser a única culpada. Uma reportagem recente da Associated Press aponta que CEOs querem colocar tudo na conta das IAs, mas a realidade é outra — muitas posições vão acabar sendo substituídas, principalmente as de nível júnior, mas muitas das demissões têm a ver com mudança de curso de onde o dinheiro começará a ser alocado ou até mesmo para ter uma margem positiva de lucro no próximo ano fiscal.
Apesar da atmosfera nebulosa e potencialmente sombria que paira sobre o assunto, há quem tenha visões otimistas e de longo prazo, sugerindo o contrário: que as IAs poderão gerar mais empregos no futuro, comparando o momento atual com o advento da Internet em massa em 1995.
"Nós criamos a Internet, criamos a nuvem, tínhamos o Hotmail, mas no começo tudo era acessível a uma pequena fração da população", diz Rajesh Ganesa, CEO global da ManageEngine, divisão de cibersegurança e gestão de TI da Zoho Corporation. "30 anos depois, essa mesma infraestrutura básica se expandiu de forma inimaginável, ...
Matérias relacionadas
Novo golpe de telefone com números falsos usa resultados de IA do Google para atrair vítimas