Consumo de energia nos EUA deve bater recordes em 2026 e 2027 por fatores que incluem IA
Impulsionado pela expansão da inteligência artificial, criptomoedas e eletrificação, o consumo de energia nos EUA baterá recordes em 2026 e 2027, atingindo até 4.356 bilhões de kWh, segundo a EIA. O avanço da demanda abrangerá os setores residencial, comercial e industrial. Para atender a essa alta, as fontes renováveis crescerão para 27% da matriz até 2027, enquanto o uso do carvão recuará para 15% e o gás natural para 39%, mantendo-se a energia nuclear estável em 18%.
O consumo de energia nos Estados Unidos atingirá níveis recordes em 2026 e 2027, impulsionado por centrais de processamento de dados para inteligência artificial e pela eletrificação, afirmou a Administração de Informações sobre Energia dos EUA (EIA) em relatório divulgado nesta terça-feira.
A EIA projetou que a demanda por energia elétrica aumentará de um recorde de 4.195 bilhões de quilowatts-hora (kWh) em 2025 para 4.288 bilhões de kWh em 2026 e 4.356 bilhões de kWh em 2027.
A demanda está crescendo principalmente devido aos data centers dedicados à IA e às criptomoedas. Residências e empresas também vêm utilizando mais eletricidade e menos combustíveis fósseis para aquecimento e transporte.
A EIA prevê que as vendas de energia em 2026 subirão para 1.541 bilhões de kWh para consumidores residenciais, 1.549 bilhões de kWh para clientes comerciais e 1.055 bilhões de kWh para clientes industriais.
Essas previsões se comparam aos recordes históricos de 1.515 bilhões de kWh para consumidores residenciais e 1.493 bilhões de kWh para clientes comerciais em 2025, e 1.064 bilhões de kWh para clientes industriais em 2000.
À medida que a produção de energia renovável aumenta, a EIA afirmou que a participação da geração de energia a carvão cairá de 17% em 2025 para 16% em 2026 e 15% em 2027, enquanto a participação do gás natural se manterá em 40% em 2026, o mesmo nível de 2025, antes de cair para 39% em 2027.
A porcentagem da geração renovável aumentará de cerca de 24% em 2025 para 25% em 2026 e 27% em 2027, enquanto a participação da energia nuclear se manterá em 18% em 2026 e 2027, o mesmo nível de 2025, de acordo com a projeção.
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