Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Cientistas identificam mudança nas células de defesa do cérebro durante meia-idade

Pesquisa com métodos de célula única detalha perda de micróglia original e erosão da arquitetura do DNA no hipocampo

16 set 2026 - 12h24
(atualizado às 13h16)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Cientistas descobriram que, entre os 50 e 75 anos, o cérebro sofre remodelação genômica e imunológica, com perda de micróglia original, alterações na barreira hematoencefálica e na arquitetura do DNA, contribuindo para doenças neurodegenerativas.

Entre os 50 e 75 anos, o cérebro humano passa por uma transformação profunda na forma como suas células imunes e seu genoma são organizados. Um estudo publicado na revista Science revelou que, nessa faixa etária, as células de defesa do cérebro começam a ser substituídas por outras com características inflamatórias. Essa mudança coordenada pode ser a chave para entender o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial. Sua criação não tem objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial. Sua criação não tem objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

A equipe de pesquisadores utilizou métodos avançados de análise em célula única para mapear a regulação gênica e a conformação tridimensional do DNA em amostras do hipocampo de adultos de diferentes faixas etárias.

Os testes laboratoriais indicaram que a micróglia formada durante o estágio embrionário diminui de maneira acentuada e dá lugar a componentes com perfil molecular semelhante ao de defesas encontradas na corrente sanguínea, contrariando o conceito tradicional de permanência dessas estruturas ao longo de toda a vida.

O que acontece com as barreiras protetoras e o DNA?

As populações celulares encarregadas de sustentar a barreira hematoencefálica sofrem redução substancial, deixando o tecido nervoso vulnerável à entrada de compostos prejudiciais em circulação.

A arquitetura espacial do genoma no núcleo celular também perde a organização habitual com o avanço dos anos, o que desregula os mecanismos responsáveis por ativar e desativar genes específicos.

De acordo com Bing Ren, pesquisador da Universidade de Columbia e do New York Genome Center, a falha funcional dessas células de manutenção provoca o acúmulo de materiais tóxicos que disparam respostas inflamatórias associadas a distúrbios neurodegenerativos.

Como o estudo se integra a pesquisas globais?

A investigação integra o programa Fundo Comum 4D Nucleome (4DN), financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, que reuniu equipes científicas entre 2015 e 2025 para analisar o comportamento temporal do genoma.

Segundo Xiangmin Xu, diretor do Center for Neural Circuit Mapping na Universidade da Califórnia em Irvine, o processo de envelhecimento constitui uma reorganização conjunta dos circuitos neuronais, vasculares e imunológicos, fornecendo caminhos para a formulação de terapias voltadas à conservação cerebral.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra