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Cientistas brasileiros multiplicam células de pessoas com mais de 110 anos em laboratório para revelar os segredos da longevidade

Ao transformar amostras de sangue em neurônios, músculos e células de defesa, pesquisadores da USP e da UFMG tentam descobrir o que faz alguns brasileiros chegarem aos 100 anos — e, em casos raros, ultrapassarem os 110

2 out 2026 - 14h39
(atualizado às 15h42)
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Resumo
Cientistas da USP e da UFMG estão investigando os segredos da longevidade extrema a partir do sangue de centenários e supercentenários. Por meio da tecnologia de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), os pesquisadores reprogramam essas células para um estado embrionário, gerando diversos tecidos em laboratório. O objetivo do estudo é identificar os mecanismos biológicos ligados à imunidade, à preservação muscular e à resistência ao estresse que permitem a essas pessoas viverem tanto tempo.
Pessoa Com Mais De 100 Anos
Pessoa Com Mais De 100 Anos
Foto: shutter / Xataka

Cientistas brasileiros estão usando células de pessoas que passaram dos 100 anos para investigar o que faz alguns organismos resistirem ao envelhecimento. A equipe da USP e da UFMG já coletou amostras de 230 centenários e 21 supercentenários, incluindo pessoas com mais de 110 anos, e pretende chegar a 500 participantes. A partir de algumas gotas de sangue, os pesquisadores conseguem reprogramar as células e transformá-las em diferentes tecidos em laboratório. O objetivo é comparar esses materiais e identificar mecanismos ligados à preservação dos músculos, ao funcionamento do sistema imunológico e à capacidade de lidar com o estresse. O diferencial do estudo é que , além de procurar uma fórmula para viver mais, ele também tenta entender os diferentes caminhos que podem levar à longevidade extrema.

Células de centenários são "rejuvenescidas" para estudar diferentes partes do corpo

A pesquisa começou de maneira simples: cientistas coletaram algumas gotas de sangue de pessoas que chegaram a idades extremas. Em laboratório, esse material foi analisado, passando por um processo que permite aos cientistas "voltar no tempo", mas não no sentido literal: biologicamente. A equipe utiliza a tecnologia das células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS. Elas são obtidas a partir de células adultas e reprogramadas para retornar a um estado semelhante ao embrionário. Depois disso, podem ser estimuladas para dar origem a diferentes tipos de células do organismo. Isso ...

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