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Ciência

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O Google Earth revelou um enorme geoglifo nos Andes: resta descobrir quem o construiu e por quê

Pesquisadores mantêm a localização exata em segredo para proteger o sítio arqueológico contra vandalismo e saques

2 out 2026 - 13h39
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Resumo
Imagens do Google Earth revelaram um geoglifo ancestral nos Andes, formado por estruturas circulares interligadas por corredores de até 35 metros de diâmetro. Arqueólogos acreditam que o complexo era um centro cerimonial do Império Inca associado ao Tambo de Ranchillos, entreposto histórico rumo ao atual Chile. Uma equipe multidisciplinar agora investigará o sítio em campo para confirmar suas funções originais e avaliar os impactos da passagem do tempo sobre o achado.
Reprodução
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Foto: Xataka

O Google Earth costuma ser uma ferramenta fantástica para explorar paisagens deslumbrantes pelo planeta, mas também se consolidou como uma janela para estruturas que a humanidade sequer sabia que existiam. O achado mais recente é um geoglifo ancestral nos Andes, que agora terá de ser minuciosamente explorado pelos cientistas, já que ainda não conta com nenhum estudo acadêmico aprofundado a seu respeito.

O achado nas alturas

As imagens de satélite revelaram um padrão geométrico incomum encravado na cordilheira: trata-se de um conjunto de estruturas circulares com diâmetros que variam entre 27 e 35 metros, todas conectadas por corredores. A principal hipótese levantada até o momento sugere que o complexo funcionava como um centro cerimonial andino, provavelmente erguido durante o Império Inca.

O interesse vai além da forma das construções. A equipe de arqueólogos relaciona o sítio ao Tambo de Ranchillos, no Vale de Uspallata — um entreposto histórico já amplamente documentado que assegurava as rotas de circulação incas rumo ao atual território do Chile. Ainda assim, os coordenadores do projeto pedem prudência: antes de conclusões definitivas, é necessário verificar o quanto a estrutura foi alterada pela passagem do tempo e avaliar os múltiplos usos que ela pode ter tido ao longo dos séculos.

A hora da investigação científica

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