Você se lembra do "rosto de Marte" descoberto pela NASA? É um truque que o seu cérebro pregou, e a explicação é muito menos fascinante
A associação com figuras reconhecíveis em muitas fotos da NASA ocorre porque nosso cérebro evoluiu para reconhecer rostos
Em 1976, a sonda Viking 1 registrou uma formação em Marte que parecia um rosto humano, gerando teorias sobre vida extraterrestre. Contudo, a explicação científica não envolve alienígenas, mas sim a pareidolia: um fenômeno psicológico que faz o cérebro reconhecer padrões familiares em imagens aleatórias. Alimentada pelo desejo humano de encontrar vida cósmica, a famosa face marciana não passa de uma estrutura geológica comum cuja iluminação peculiar criou a ilusão de feições humanas.
Em 1976, a sonda Viking 1 alcançou a órbita de Marte e começou a enviar imagens de sua superfície. O mundo inteiro ficou perplexo com uma foto em particular: a de uma formação geológica que lembrava um rosto humano. Seria a confirmação de que um dia existiu vida no planeta? Seriam vestígios de outra civilização em nosso sistema solar? Uma forma de comunicação ou um aviso aos terráqueos de que tínhamos sido vistos? Nada disso: tratou-se simplesmente de um caso de associação somado ao desejo de encontrar vida extraterrestre, compartilhado tanto pela comunidade científica quanto por grande parte da humanidade.
O curioso é que este não foi o único caso em que a NASA publicou uma fotografia e o público acreditou ter visto algo insólito. As interpretações variaram desde o famoso rosto marciano até personagens de ficção em formações polares ou até a própria "mão de Deus" jogando dados com o universo, como dizia Albert Einstein. É um fenômeno psicológico que, embora curioso, tira toda a aura épica dessas descobertas. E o responsável tem nome: a pareidolia.
Quando o seu cérebro vê o que quer ver
O exemplo com o qual começamos foi o primeiro e o mais emblemático: a famosa face descoberta em uma das possíveis zonas de pouso para missões na região de Cydonia. A sonda Viking 1 capturou um platô de cerca de três quilômetros com uma iluminação que desenhava dois "olhos", um "nariz" e uma "boca". A própria NASA descreveu a formação como semelhante a um rosto apenas seis dias depois, e essa ...
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