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Telescópio James Webb vem detectando pontos vermelhos no universo primordial há anos, mas ninguém consegue chegar a consenso sobre o que são

Quando olhamos para o passado distante, descobrir coisas novas é algo comum, mas ninguém esperava encontrar "pequenos pontos vermelhos" logo após o Big Bang

9 abr 2026 - 10h11
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Foto: Xataka

Imagine que você está parado na porta de um quarto escuro. Você entra com os olhos fechados e a porta se fecha atrás de você. Ao abrir os olhos, uma luz vermelha repentinamente ofusca seu rosto — você está cercado por ela.

Isso é mais ou menos o que acontece com o Telescópio Espacial James Webb (JWST) quando ele observa o passado distante do universo. Muitas de suas imagens estão repletas de objetos com brilho avermelhado, que a comunidade científica - sem muita criatividade - chama de "pequenos pontos vermelhos" (ou LRD, de little red dots).

Antes do lançamento do JWST em 2022, não tínhamos como perceber esses pontos; somente este telescópio, com sua extrema sensibilidade à luz infravermelha, é capaz de registrá-los. Mas, para a ciência, eles representam um enigma duplo: o que são e por que desaparecem quase sem deixar vestígios depois de um certo ponto?

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Esses pequenos pontos vermelhos representam um dos principais mistérios da exploração espacial moderna. Sua luz leva de 12 a 13 bilhões de anos para viajar e surgiram quando o universo tinha apenas de 0,6 a 1,6 bilhão de anos.

Eles se destacam por seu isolamento, tamanho, luminosidade e aparência, que não corresponde à de um buraco negro clássico, uma galáxia ou mesmo uma única estrela e seu sistema associado. Claramente, estamos lidando com uma classe de objeto completamente nova.

As mais de mil galáxias conhecidas têm diâmetros de aproximadamente 150 a 500 anos-luz — apenas uma pequena ...

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