Telescópio James Webb vem detectando pontos vermelhos no universo primordial há anos, mas ninguém consegue chegar a consenso sobre o que são
Quando olhamos para o passado distante, descobrir coisas novas é algo comum, mas ninguém esperava encontrar "pequenos pontos vermelhos" logo após o Big Bang
Imagine que você está parado na porta de um quarto escuro. Você entra com os olhos fechados e a porta se fecha atrás de você. Ao abrir os olhos, uma luz vermelha repentinamente ofusca seu rosto — você está cercado por ela.
Isso é mais ou menos o que acontece com o Telescópio Espacial James Webb (JWST) quando ele observa o passado distante do universo. Muitas de suas imagens estão repletas de objetos com brilho avermelhado, que a comunidade científica - sem muita criatividade - chama de "pequenos pontos vermelhos" (ou LRD, de little red dots).
Antes do lançamento do JWST em 2022, não tínhamos como perceber esses pontos; somente este telescópio, com sua extrema sensibilidade à luz infravermelha, é capaz de registrá-los. Mas, para a ciência, eles representam um enigma duplo: o que são e por que desaparecem quase sem deixar vestígios depois de um certo ponto?
Enxame ancestral intriga pesquisadores
Esses pequenos pontos vermelhos representam um dos principais mistérios da exploração espacial moderna. Sua luz leva de 12 a 13 bilhões de anos para viajar e surgiram quando o universo tinha apenas de 0,6 a 1,6 bilhão de anos.
Eles se destacam por seu isolamento, tamanho, luminosidade e aparência, que não corresponde à de um buraco negro clássico, uma galáxia ou mesmo uma única estrela e seu sistema associado. Claramente, estamos lidando com uma classe de objeto completamente nova.
As mais de mil galáxias conhecidas têm diâmetros de aproximadamente 150 a 500 anos-luz — apenas uma pequena ...
Matérias relacionadas
Este é o polvo mais velho do mundo... mas descobrimos que ele nunca foi realmente um polvo