RJ cria parque fluvial para preservar Bacia do Rio Macacu
Plantar árvores e tratar o esgoto são as principais medidas para recuperar e preservar a Bacia do Rio Macacu, responsável pelo abastecimento de indústrias e da população de pelo menos quatro municípios do Região Metropolitana do Rio. As metas constam do projeto do Parque Fluvial do Rio Macacu, implantado nesta sexta-feira pelo governo estadual, que destinará R$ 5 milhões à unidade.
Com uma área de 80 mil km², em Cachoeira de Macacu, Região Serrana, o parque é a segunda unidade fluvial do Estado. No local, a ideia é aliar medidas de preservação e educação ambiental. Com isso, em oito hectares serão instaladas quatro quadras de esporte, 2 km de ciclovia, trilhas, área para convivência, além de mesas para piquenique e banheiros.
Em outra frente, para preservar o Macacu e o afluente Guapiaçu, 4 milhõesde mudas da Mata Atlântica serão plantadas nas margens do rios,compondo um corredor ao longo dos manaciais, desde a nascente doMacacu, no Parque Estadual do Três Picos, até a Baía de Guanabara. Oobjetivo é recuperar a mata ciliar, dificultando o acúmulo desedimentos no fundo do rio, o que causa o assessoreamento e que diminuia profundidade do manancial. Paralelamente, o governo quer tratar oesgoto do município e contratou hoje, por R$ 400 mil, a empresa que faráo estudo da obra.
"Temos que fortalecer a ideia de que parque não é só árvore", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante o evento na unidade. "A pessoa tem que ter uma interação com os parques. De maneira geral, só defendemos o que conhecemos, o que amamos, o que usufruimos. Temos uma coisa muito bonita aqui."
Com os problemas ambientais decorrentes da degradação do rio, em 2007, faltou água nos municípios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo. De acordo com a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, reverter o quadro de degradação do manancial impedirá que o problema se repita.
"Esse é um município Cachoeira de Macacu produtor de águas. Aqui estão nascentes de água cristalina, que escorrem da serra. Nós temos que protegê-las para que essa água chegue limpa também para o consumo, lá na ponta."
Durante o evento no principal módulo do parque, estudantes plantaram mudas e apresentaram ao ministro Carlos Minc projetos para o uso da unidade. Letícia de Silva, 12 anos, disse que a cidade ganha mais que uma área de lazer. "Nossa proposta é incentivar aqui no parque outras pessoas a preservarem o meio ambiente."