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Grandes extinções: veja momentos em que a vida quase acabou

9 set 2011 - 10h36
(atualizado às 10h37)
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Angela Joenck Pinto

"As pessoas não vão tentar salvar os animais se não souberem que eles existem", diz Satore, que tem 49 anos. Na foto, uma raposa da Ilha de Santa Catalina, na Califórnia.
"As pessoas não vão tentar salvar os animais se não souberem que eles existem", diz Satore, que tem 49 anos. Na foto, uma raposa da Ilha de Santa Catalina, na Califórnia.
Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters / BBC Brasil

O ser humano está sempre querendo saber como vai ser o fim dos tempos. Faz profecias, estuda mitos e acredita em falsários que pregam a destruição do planeta sem qualquer constrangimento. Se dependesse deles, o mundo - ou pelo menos a vida nele - já teria acabado incontáveis vezes. Do ponto de vista científico, no entanto, o apocalipse ainda vai demorar. Mas já esteve muito perto de ocorrer, e mais de uma vez, ao longo dos aproximados 4,56 bilhões de anos que a Terra tem.

>> Veja cinco momentos em que a vida quase acabou

"A Terra não é um planeta estático, imutável. Em outras palavras, a Terra não É assim. A Terra ESTÁ assim. O nosso planeta sofreu diversas mudanças ao longo desses bilhões de anos de existência, e continuará mudando independentemente da nossa vontade", diz o geólogo e paleontólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Cesar Schultz.

É difícil de acreditar, mas a ciência aponta que todos os organismos vivos que habitam a Terra nos dias de hoje estão aqui "por acaso". Cerca de 99% das espécies que já passaram pelo planeta foram dizimadas de alguma forma durante diferentes períodos geológicos.

"O estudo das extinções constitui-se em um dos mais complexos e fascinantes campos da ciência, pois engloba desde aspectos intrinsecamente biológicos, referentes aos processos evolutivos dos organismos, passa pela interação destes organismos com os processos geológicos e chega até a questão da interação da Terra com o Sistema Solar e o universo", explica Schultz.

De acordo com o professor, todos estes fatores, individualmente ou em conjunto, não estão apenas ligados à questão da erradicação de organismos, mas sim ao processo de evolução da vida em nosso planeta. "Tudo o que existe hoje é o resultado deste permanente balanço, entre o surgimento e o desaparecimento de espécies, seja de modo contínuo ou descontínuo", afirma.

"Nesse contexto, tudo o que já aconteceu antes pode acontecer de novo, bem como outros tipos de catástrofes 'inéditas'. Isso faz parte da história do planeta", finaliza Schultz.

Fonte: Especial para Terra
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