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EUA lançam ferramenta para oficiais relatarem avistamentos de UAPs

Nova ferramenta permite que oficiais e ex-oficiais do Pentágono enviem relatórios de avistamento de OVNIs e denúncias de programas clandestinos do governo

2 nov 2023 - 13h01
(atualizado às 19h34)
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O Pentágono lançou uma ferramenta online para aqueles que tiveram algum tipo de contato com UAPs (fenômenos anômalos não identificados). A proposta é que os funcionários federais e, futuramente, qualquer cidadão possa enviar seus relatos para ajudar o governo dos EUA em seu objetivo de ser mais transparente sobre o assunto.

Por enquanto, o All-domain Anomaly Resolution Office (AARO) deseja receber apenas relatórios de funcionários federais ou que tiverem "conhecimento direto dos programas ou atividades do governo dos EUA relacionados aos OVNIs que datam de 1945".

A ferramenta está disponível para conhecimento em primeira mão de programas clandestinos que o governo teria escondido (ou seja, não serão aceitos relatos do tipo "um amigo me contou").

O AARO afirma que "denúncias falsas, conscientes e intencionais podem ser punidas com multa ou prisão, ou ambas". Além disso, os funcionários do governo que enviarem informações enganosas poderão ter sua habilitação de segurança revogada e exclusão do serviço federal.

Em breve, o público geral também terá uma opção no formulário para enviar seus relatos. A iniciativa visa, com isso, cumprir da sua promessa de tornar públicas as análises e conclusões do governo sobre os avistamentos de UAPs, e até mesmo experiências com o que poderiam ser espaçonaves alienígenas.

Foto: Marinha dos Estados Unidos / Canaltech

Mas se você espera por teorias da conspiração sobre a participação do governo em pesquisas de OVNIs, não se anime muito. O objetivo do formulário é justamente que funcionários e ex-funcionários possam denunciar possíveis programas clandestinos no governo dos EUA, mas isso não significa que eles aparecerão, ou que eles sequer existem.

Sean Kirkpatrick, diretor do AARO, disse que um pacote de "material educativo que ajudará a informar o público" estará disponível no site. Também há uma área de perguntas frequentes com esclarecimentos sobre o tema. Por exemplo, uma das respostas diz:

"Estamos coletando o máximo de dados possível, acompanhando os dados até onde eles levam e compartilhando nossas descobertas sempre que possível. Não tiraremos conclusões precipitadas em nossa análise. Em muitos casos, os fenômenos observados são classificados como 'não identificados' simplesmente porque os sensores não foram capazes de recolher informação suficiente para fazer uma atribuição positiva."

Por fim, Kirkpatrick revelou que o AARO descobriu "algumas coisas" que estão sendo desclassificadas, "desclassificando não apenas vídeos operacionais, mas documentos históricos", afirmou.

Fonte: AARO, The Guardian 

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