CEO da Amazon diz ter encontrado restos do Apollo 11 no Atlântico
28 mar2012 - 20h09
(atualizado em 29/3/2012 às 19h28)
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O CEO da multinacional americana Amazon anunciou nesta quarta-feira que uma expedição financiada por ele descobriu restos da nave Apollo 11 no Oceano Atlântico, 43 anos após a missão da Nasa que levou astronautas à Lua. Bezos disse que os motores foram localizadas a 14 mil pés de profundidade com o auxílio de um sonar. As informações são do site The Huffington Post.
"Estou animado com a descoberta. Ainda não sabemos as condições do equipamento porque apesar de ter sido feito de material resistente, está na água salgada há mais de 40 anos", disse o CEO da Amazon. Os motores do foguete ajudaram a levar Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins em direção à Lua em 1969.
Segundo ele, o equipamento encontrado, que ainda está em baixo da água, pertence à Nasa. No entanto, Jeff Bezos espera que uma parte do material possa ser exposta em um museu em Seattle, cidade sede da Amazon.
A primeira missão do programa Apollo, idealizado pela Nasa com a finalidade de levar o homem à Lua, acabou em tragédia. Os três astronautas da missão - Gus Grissom, Edward White e Roger Chaffee - perderam a vida um mês antes do lançamento, em um teste no dia 27 de janeiro de 1967. Quarenta e cinco anos depois, veja fotos que marcaram a primeira grande tragédia do programa espacial americano
A primeira missão do programa Apollo, idealizado pela Nasa com a finalidade de levar o homem à Lua, acabou em tragédia. Os três astronautas da missão - Gus Grissom, Edward White e Roger Chaffee - perderam a vida um mês antes do lançamento, em um teste no dia 27 de janeiro de 1967. Quarenta e cinco anos depois, veja fotos que marcaram a primeira grande tragédia do programa espacial americano
Foto: AFP
Não passava de um teste na base de Cabo Canaveral, na Flórida. Os três astronautas se preparavam para uma simulação do voo verdadeiro quando o incêndio começou na nave...
Foto: AFP
Eram 18h31 daquele janeiro de 1967. As portas da nave não se abriram e os três astronautas morreram no treinamento
Foto: AFP
A primeira missão Apollo, que deveria orbitar o planeta por 14 dias, foi interrompida pelo fogo
Foto: AFP
Esta imagem mostra os efeitos do incêndio no interior do módulo onde estavam os astronautas. Uma pane elétrica na estrutura rapidamente espalhou o fogo, que destruiu tudo a sua volta
Foto: AFP
A investigação do acidente chegou a conclusão de que era preciso fazer mudanças na engenharia da nave, tornando a Apollo 1 mais segura para conquistar a Lua
Foto: AFP
Três meses antes da tragédia, o astronauta Edward H. White fazia testes para o voo no Centro Espacial Kennedy
Foto: Getty Images
O foguete estava pronto para o lançamento da missão, que levaria três dos mais experientes astronautas para o espaço
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Retrato mostra os membros da primeira missão do programa Apollo 1: da esquerda para a direita estão Edward White, Gus Grissom e Roger Chaffee
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Edward White nasceu em 1930 e conquistou uma vaga na agência espacial em 1962. O astronauta entrou para a história ao se tornar o primeiro americano a caminhar no espaço, durante a missão Gemini de 1965
Foto: AFP
Comandante da missão, Gus Grissom nasceu em 1926 e entrou para a Nasa em 1959 como um dos sete astronautas originais do programa Mercury. Experiente piloto da Força Aérea, participou do segundo voo do programa Mercury, em 1961
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Roger Chaffee nasceu em 1935 e entrou para a Nasa em 1963. A missão Apollo 1 seria sua primeira viagem espacial
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O incêndio no módulo de comando acabou precocemente com a trajetória dos astronautas. Nesta imagem, os caixões com os três corpos são preparados para as honras militares na base da Força Aérea americana
Foto: AFP
Flores são colocadas no memorial dos astronautas mortos no Arlington National Cemetery, nos Estados Unidos. Todos os anos, em janeiro, a Nasa relembra a tragédia e presta homenagens aos americanos que perderam a vida pela conquista espacial
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Nesta imagem, o filho de Edward White A. passa as mãos sobre o nome de seu pai no memorial em homenagem aos três astronautas
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Apesar do desastre, o programa Apollo não foi interrompido. O sonho americano de chegar a Lua tornou-se realidade pouco mais de dois anos depois quando outros três astronautas chegaram ao satélite a bordo da nave Apolo 11