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Ciência

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O "Códice H" era um dos últimos elos perdidos do Novo Testamento: agora encontramos 42 novas páginas

Com a ajuda da ciência, um grupo de pesquisadores resgatou conteúdo perdido do 'Códice H'

3 mai 2026 - 10h45
(atualizado em 4/5/2026 às 16h45)
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Imagens | University of Glasgow
Imagens | University of Glasgow
Foto: Imagens | University of Glasgow / Xataka

A história do Códice H é irônica. Apesar de seu enorme valor, no século XIII, os monges do Mosteiro de Grande Laura (Grécia) decidiram desmontá-lo para reutilizar seus materiais em outras obras. O pergaminho era escasso e a reciclagem era necessária, mesmo que isso significasse destruir um manuscrito com mais de 400 anos.

Os historiadores sempre consideraram seu conteúdo perdido. Agora, com o auxílio da ciência, mais de 40 páginas foram recuperadas.

E são um verdadeiro tesouro.

O que é o Códice H?

Um manuscrito do século VI especialmente valioso por seu conteúdo. Além de sua antiguidade, seu valor histórico ou como curiosidade, a obra é interessante porque nos oferece uma cópia das Epístolas de São Paulo, feita apenas alguns séculos depois de o próprio apóstolo tê-las escrito.

Em outras palavras, o códice foi escrito em grego alguns séculos (século VI) depois de Paulo de Tarso ter escrito suas epístolas no século I d.C. Isso pode parecer muito tempo, mas para os estudiosos do Novo Testamento, oferece um tesouro valioso: uma pista sobre como essas epístolas eram organizadas na Alta Idade Média.

O "Códice H" também tem outra peculiaridade: é o exemplo mais antigo do que é conhecido como "Aparelho Eutaliano", um sistema de divisões e anotações para o Novo Testamento.

E o que aconteceu com ele?

A obra acabou sendo desmantelada. Literalmente. No século XIII, o pergaminho era um produto escasso, então, no Mosteiro da Grande Lavra, no Monte Atos (Grécia), decidiram sacrificar o manuscrito ...

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