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Auroras boreais e fenômeno STEVE surgem após tempestade solar forte

Duas ejeções de massa coronal atingiram a Terra. As partículas delas formaram auroras e o fenômeno STEVE, visível por observadores na Europa e América do Norte

6 nov 2023 - 13h49
(atualizado às 17h07)
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Duas ejeções de massa coronal atingiram a Terra no fim de semana. A dupla de fenômenos causou uma tempestade geomagnética considerada forte, rendendo auroras boreais na Europa e na América do Norte.

Foto: surangaw/Envato / Canaltech

Segundo relatos de observadores, as auroras foram visíveis nos Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda e outras regiões. Elas são causadas pelas interações entre as moléculas na atmosfera da Terra e as partículas eletricamente carregadas liberadas pelo Sol.

O campo magnético da Terra direciona as partículas do Sol às regiões polares; ali, elas colidem com as moléculas da atmosfera e formam auroras (Imagem: Reprodução/Michael Osadciw/University of Rochester)
O campo magnético da Terra direciona as partículas do Sol às regiões polares; ali, elas colidem com as moléculas da atmosfera e formam auroras (Imagem: Reprodução/Michael Osadciw/University of Rochester)
Foto: Canaltech

Durante o auge da tempestade, houve relatos da ocorrência do STEVE, fenômeno que também traz luzes brilhantes no céu. "Pudemos vê-lo claramente a olho nu, aumentando e cintilando em brilho com estruturas delicadas como aquelas vistas em uma pena", descreveu Martin McKenna, morador da Irlanda do Norte.

Apesar de ser parecido com as auroras boreais, o STEVE (sigla de aumento de velocidade de forte emissão térmica, em tradução livre) tem algumas características bem diferentes delas. Descoberto recentemente, o STEVE costuma aparecer junto das auroras e tem brilho fraco, causado por fluxos de gás a cerca de 3.000 ºC seguindo pela magnetosfera terrestre.

Conforme avançam ali, os rios de gases quentes são energizados por tempestades geomagnéticas intensas, como aquela que ocorreu no fim de semana. Assim, surgem faixas luminosas que se estendem por centenas de quilômetros, e que podem vir acompanhadas de linhas brilhantes e quebradas que lembram o formato de uma cerca.

Fotos da aurora boreal

Abaixo, você confere algumas fotos das auroras e do STEVE, registrados nos últimos dias:

Fonte: Spaceweather

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