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Espaço

Nutella voando e homenagem: 5 curiosidades da missão histórica Artemis II

Missão da Nasa que levou humanos à maior distância da Terra também revelou bastidores inusitados vividos pela tripulação

7 abr 2026 - 13h15
(atualizado às 13h38)
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A tripulação da Artemis II posa com o indicador de gravidade zero chamado Rise
A tripulação da Artemis II posa com o indicador de gravidade zero chamado Rise
Foto: Divulgação/Nasa

A missão Artemis II, da Nasa, entrou para a história ao levar seres humanos mais longe da Terra do que nunca. Na segunda-feira, 6, a cápsula Orion atingiu a marca de 406.777 quilômetros de distância do planeta, superando o recorde que pertencia desde 1970 à Apollo 13.

A bordo estão os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo alcançou o marco às 14h56 (horário de Brasília), durante o sobrevoo do lado oculto da Lua, consolidando-se como a tripulação que mais se afastou do planeta na história da exploração espacial.

Veja abaixo cinco curiosidades sobre a operação: 

Nutella em órbita: o “passageiro inesperado” da missão

Um pote do famoso creme de avelã Nutella, produzido pelo grupo italiano Ferrero, chamou atenção ao flutuar pela cabine da Orion enquanto os astronautas realizavam suas atividades.

O recipiente passou a poucos centímetros da cabeça de Christina Koch, a primeira mulher a sobrevoar a Lua, e seguiu atrás das pernas do piloto Victor Glover, o primeiro astronauta negro a participar de uma missão tripulada na órbita lunar.

A cena viralizou nas redes sociais e foi apontada por internautas como uma das maiores “publicidades espontâneas” da história, já que o cotidiano da missão tem sido acompanhado por milhões de pessoas.

Transmissão flagrou pote de Nutella flutuando na espaçonave Orion
Transmissão flagrou pote de Nutella flutuando na espaçonave Orion
Foto: Reprodução/Nasa

A própria marca entrou na brincadeira e publicou no X: "Honrado por ter viajado mais longe do que qualquer outro creme na história", além de um vídeo com a legenda "A Nutella não é deste mundo".

A Nasa negou qualquer ação publicitária e afirmou que não seleciona os alimentos dos astronautas com base em parcerias comerciais.

Desafio técnico: problema com o banheiro espacial

Nem tudo saiu perfeitamente durante a missão. No dia 2 de abril, em uma conversa por videoconferência, Christina Koch mencionou um pequeno problema de “preparação” com o vaso sanitário da nave.

Pouco depois, a Nasa confirmou que um duto de ventilação do sistema de resíduos havia entupido. O administrador da agência, Jared Isaacman, afirmou à CNN que dominar esse tipo de tecnologia é algo em que “certamente precisamos trabalhar”.

Indicador de gravidade zero feito por uma criança

Logo após o desligamento dos motores, cerca de oito minutos depois do lançamento, um pequeno brinquedo de pelúcia começou a flutuar na cabine, sinal de que a nave havia entrado em microgravidade.

O objeto, conhecido como indicador de gravidade zero, foi criado por Lucas Ye, de oito anos, vencedor de um concurso promovido pela Nasa.

Jeremy Hansen segura a mascote lunar, Rise, que funciona como indicador de gravidade zero.
Jeremy Hansen segura a mascote lunar, Rise, que funciona como indicador de gravidade zero.
Foto: NASA/Kim Shiflett

Batizado de Rise, o brinquedo representa uma Lua sorridente usando um boné com metade da Terra estampada, uma referência à icônica imagem “Earthrise”, registrada pelo astronauta William Anders durante a missão Apollo 8.

O design ainda traz símbolos das missões Apollo e Artemis, estrelas da constelação de Orion e uma pegada que remete à marca deixada por Neil Armstrong na Lua.

Homenagem na Lua emociona tripulação

O momento mais emocionante da missão aconteceu durante o sobrevoo do lado oculto da Lua. Os astronautas identificaram novas crateras e decidiram nomear uma delas em homenagem a Carroll, falecida esposa do comandante Reid Wiseman, que morreu em 2020 após complicações de um câncer.

“É um ponto brilhante. E gostaríamos de chamá-lo de 'Carroll'”, disse, com a voz embargada, Jeremy Hansen durante uma transmissão ao vivo.

A homenagem emocionou toda a tripulação, que permaneceu em silêncio por alguns instantes antes de se abraçar em gravidade zero. Pouco depois, Wiseman quebrou o silêncio: “Uma vista tão majestosa aqui fora”, afirmou, antes de voltar a fotografar a Lua.

Trilha sonora no espaço

A rotina da tripulação também incluiu música e trabalho intenso. Em um dos dias da missão, os astronautas acordaram ao som de Pink Pony Club, da cantora Chappell Roan, enquanto a nave estava a cerca de 272 mil quilômetros da Terra.

Na mesma jornada, a equipe realizou testes de pilotagem manual da cápsula Orion. Christina Koch e Jeremy Hansen se revezaram nos controles por 41 minutos, avaliando dois modos de propulsão e fornecendo dados importantes para engenheiros da NASA.

Após o feito histórico, a Artemis II iniciou o retorno à Terra. A viagem de volta deve durar quatro dias, com previsão de pouso no Oceano Pacífico.

Veja o momento do lançamento da Artemis II, da Nasa, em 1ª missão tripulada à Lua em 50 anos:
Fonte: Portal Terra
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