Descobertas inusitadas: o lúpulo que sobra da produção de cerveja é um excelente protetor solar
Onde você vê um resíduo, o Brasil encontrou um ótimo cosmético
Nos protetores solares, a maioria dos ingredientes que bloqueiam o Sol é sintética. O problema é que os filtros UV químicos que tornam os protetores eficazes são desreguladores endócrinos, podem penetrar na pele e são tóxicos para os recifes de coral. Por isso, a indústria vem há anos buscando alternativas sustentáveis que ofereçam essa proteção minimizando o impacto ambiental.
Uma equipe de pesquisa da Universidade de São Paulo encontrou uma alternativa natural que, de outra forma, acabaria no lixo: os restos de lúpulo descartados após a fabricação de cerveja.
A equipe partiu de restos de lúpulo de uma cervejaria artesanal, mergulhou-os em álcool etílico para extrair seus compostos, secou o resultado e o incorporou a 10% em um protetor solar padrão que já continha dois filtros UV convencionais. Em seguida, mediram quanta radiação ultravioleta essa formulação conseguia bloquear usando equipamentos de referência internacional — os mesmos utilizados por autoridades sanitárias para certificar protetores solares.
Os cientistas observaram que o protetor solar resultante multiplicou seu fator de proteção por mais de três: passou de 53 para 178 nos testes de laboratório. Curiosamente, esse lúpulo usado funcionou melhor do que o lúpulo não utilizado, embora os autores admitam que o mecanismo exato por trás disso ainda não esteja claro.
Esse resíduo de lúpulo, gerado em grande escala, pode servir para melhorar significativamente a proteção solar.
A parte química
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