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Ciência

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A COVID nos lembrou, da pior maneira possível, o quão pouco sabemos sobre o nosso olfato: acabamos de descobrir o seu próprio "Google Maps"

O nariz possui uma ordem invisível e inexplicável; agora, nós a mapeamos

5 mai 2026 - 12h12
(atualizado em 6/5/2026 às 17h12)
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Imagem de capa | Angela Roma e Datta Lab
Imagem de capa | Angela Roma e Datta Lab
Foto: Imagem de capa | Angela Roma e Datta Lab / Xataka

Há décadas sabemos como funciona o que vemos, ouvimos e tocamos. A ciência passou um século mapeando esses sentidos, de modo que cada sinal sensorial tenha uma direção conhecida, um caminho traçado do órgão até o cérebro. Alguns exemplos: este mapa da retina ou este da cóclea. Faltava uma peça: o olfato.

Não porque ninguém o tivesse procurado, mas porque o sistema olfativo possui uma enorme complexidade: mais de mil tipos diferentes de receptores e vinte milhões de neurônios no nariz de um rato. Um caos biológico que uma equipe de pesquisa de Harvard conseguiu mapear.

O que o mapa revela

A equipe científica descobriu que os neurônios olfativos não estão distribuídos aleatoriamente na cavidade nasal, mas sim formam um código espacial baseado em faixas sobrepostas, organizadas por tipo de receptor e distribuídas do topo à base do nariz. Esse padrão é praticamente idêntico em todos os animais estudados, sendo, portanto, uma arquitetura biológica conservada e reproduzível.

O mais surpreendente é que essa disposição em faixas espelha o mapa do bulbo olfatório no cérebro. Em outras palavras, existe uma continuidade topográfica: a posição de um neurônio no nariz determina exatamente para qual área do cérebro ele enviará o sinal. Isso significa que o cérebro "lê" os odores com base, em parte, na localização geográfica da célula que detectou a molécula.

Por que isso é importante?

Porque é a peça que faltava para entendermos a neuroplasticidade e a regeneração do olfato. Em termos práticos, ...

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