O que acontece quando a dipirona entra no seu corpo e o motivo que forçou as maiores potências do mundo a proibirem o remédio que é o queridinho do Brasil
Um remédio, duas realidades: entenda por que a dipirona é comum no Brasil, mas considerada arriscada em outros países
A dipirona é um medicamento que todo brasileiro conhece. Indicada para aliviar dores e reduzir a febre, ela está entre os remédios mais consumidos no país. Mas, enquanto no Brasil o uso é comum e liberado sem receita, em países como Estados Unidos, Japão e outros da Europa a situação é completamente diferente: o medicamento foi proibido por possíveis riscos à saúde.
Criada em 1920 pela indústria farmacêutica alemã e logo espalhada pelo mundo, a dipirona passou a ser alvo de controvérsias a partir dos anos 1960, quando estudos levantaram a suspeita de um efeito colateral raro, porém grave. Desde então, decisões regulatórias divergentes transformaram o remédio em um caso totalmente confuso para a medicina: enquanto segue como um dos mais utilizados em países como o Brasil, permanece proibido em outras partes do mundo por precaução.
Por que a dipirona passou a ser proibida ao redor do mundo?
Se a polêmica parece confusa, a resposta começa dentro do próprio organismo. A dipirona atua principalmente inibindo mecanismos ligados à dor e à inflamação, além de interferir na produção de substâncias responsáveis pela febre. Por isso, o medicamento é utilizado para tratar desde dores simples até quadros mais intensos.
O grande problema começou quando pesquisadores associaram o uso do medicamento a um possível risco de agranulocitose, uma condição rara que reduz violentamente os glóbulos brancos, comprometendo o sistema imunológico. Um estudo publicado na revista científica JAMA, na década...
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