Carlos Corral, cientista da missão Arrakihs (ESA): "Sabemos muito sobre o Universo, mas, enquanto não soubermos o que é a matéria escura, um mistério sempre permanecerá"
A Arrakihs será lançada em 2030 para mapear as partes invisíveis das galáxias
Para os fãs de Duna, Arrakis é o planeta desértico onde se desenrola a maior parte da história. Para os entusiastas do espaço no mundo real, trata-se de uma missão promissora por meio da qual a Agência Espacial Europeia (ESA) pretende desvendar os mistérios da matéria escura.
No entanto, é preciso acrescentar um "H" ao nome, pois estamos falando da missão Arrakihs (Análise de Remanescentes Resolvidos de Galáxias Acrecidas como Instrumento-Chave para Levantamentos de Halos).
Se tudo correr bem, o lançamento ocorrerá em 2030; portanto, ainda faltam alguns anos para vermos a missão dar seus primeiros passos. Ainda assim, ela é considerada uma missão de desenvolvimento rápido, ou uma missão do "Tipo F".
Em 12 de agosto, durante um evento em León que marcou o eclipse solar, tivemos a oportunidade de conversar sobre a Arrakihs com um dos cientistas do projeto, o pesquisador da ESA Carlos Corral. Ele explicou o estágio atual da missão e, acima de tudo, por que o trabalho que ela realizará é tão fascinante.
Mais rápida que um verme da areia
A missão Arrakihs começou a ganhar forma em 2022, mas foi somente neste ano que recebeu o sinal verde do Comitê de Ciência da ESA para sua implementação e lançamento em 2030. Isso totaliza oito anos. Pode parecer muito tempo; no entanto, esta missão é classificada como uma missão rápida ou do "Tipo F".
Para colocar em perspectiva: as chamadas missões de classe média levam de 15 a 16 anos para serem desenvolvidas, enquanto as grandes missões — "as mais ...
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