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A chegada dos bombardeiros B-2 ao Irã só pode significar uma coisa: começou a busca pela maior ameaça aos EUA

O sucesso desta fase dependerá menos do volume de bombas lançadas pelos bombardeiros e mais das informações que eles obtiverem "no subsolo"

4 mar 2026 - 13h24
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Foto: Xataka

Em 1999, durante a Guerra do Kosovo, um único bombardeiro furtivo americano conseguiu penetrar um dos espaços aéreos mais fortemente defendidos da Europa e atingir alvos estratégicos sem ser detectado até o impacto. Desde então, sempre que uma dessas aeronaves decola em uma missão real, os especialistas presumem que o alvo não está tanto na superfície, mas sim escondido, onde quase nada mais consegue alcançá-lo.

Um conflito centrado em mísseis

A guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã entrou em uma fase em que o foco não está em caças ou fragatas, mas em mísseis de longo alcance. Teerã possui um dos maiores arsenais de mísseis balísticos do Oriente Médio, com milhares de mísseis capazes de atingir Israel e grande parte do Golfo, além de drones e mísseis de cruzeiro que complementam suas capacidades ofensivas.

Embora careça de aeronaves modernas e suas defesas aéreas tenham sido enfraquecidas, seu poderio de mísseis compensa essas deficiências e se tornou a pedra angular de sua estratégia de resposta. Essa dinâmica se encaixa no que muitos analistas descrevem como uma "guerra de salvas", onde o objetivo não é conquistar território, mas neutralizar o poder de fogo do adversário antes que ele possa sobrecarregar as próprias defesas.

As cidades subterrâneas

Para proteger esse arsenal, o Irã passou anos construindo complexos subterrâneos escavados nas profundezas das montanhas — verdadeiras cidades de mísseis capazes de armazenar, proteger e, em alguns casos, lançar projéteis ...

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