China construiu megacidades drenando água subterrânea: agora essas megacidades estão afundando
A boa notícia é que o afundamento nem sempre ocorre na mesma velocidade
Por décadas, Veneza foi o exemplo clássico de uma cidade que afunda lentamente na água. No entanto, nos últimos anos, cientistas começaram a observar com preocupação outro local: o leste da China. Lá, não são os canais que causam o afundamento do solo, mas milhões de bombas que extraem água subterrânea há décadas para abastecer algumas das maiores cidades do planeta.
Quando se cresce rápido demais
Em apenas quatro décadas, a China passou por uma das maiores transformações urbanas da história. Centenas de milhões de pessoas deixaram o campo, megacidades surgiram onde antes existiam apenas pequenas cidades, e o país construiu bairros, estradas, linhas de metrô, pontes e arranha-céus em uma velocidade sem precedentes.
Esse crescimento também desencadeou um aumento na demanda por água, forçando um uso cada vez mais intensivo dos aquíferos escondidos sob as cidades.
Décadas de drenagem do subsolo
Durante anos, a água subterrânea pareceu um recurso praticamente inesgotável. No entanto, cada litro extraído deixava minúsculos espaços vazios entre os sedimentos do solo.
O problema passou despercebido por muito tempo porque o processo era extremamente lento, medido em milímetros por ano. Mas, após décadas de bombeamento contínuo, os cientistas começaram a perceber que muitas cidades no leste da China estavam literalmente afundando sob si mesmas.
Quando o solo perde sustentação
A subsidência não ocorre porque a terra se abre sob os edifícios, mas sim porque o próprio solo se compacta. À medida...
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