CES 2018: empresa cria pijama inteligente para pacientes com problemas mentais
O potencial dos sensores e chips na área de saúde é indiscutível, mas quando se fala em pacientes com demência, essa lógica nem sempre se aplica. O incômodo causado pela colocação de gadgets no corpo, entretanto, parece estar parcialmente resolvido com uma ideia da Xenoma, empresa japonesa que apresentou um pijama inteligente voltado para o monitoramento médico.
Feito completamente de tecido e com sensores maleáveis espalhados pelo corpo, a solução exibida na CES 2018 é voltada para uso em ambiente hospitalar. A ideia é dispensar a necessidade de confinamento ou monitoramento físico em casos de demência, substituindo tudo isso pela tecnologia, capaz de monitorar os sinais vitais básicos e também sinalizar a cuidadores e médicos quando o paciente está se movimentando.
O resultado é um atendimento e tratamento mais humanos tanto para os pacientes e famílias quanto para os profissionais. Basicamente, a ideia é deixar os portadores da doença "em paz", mas ainda assim, assistidos, de forma que eles possam ser acompanhados sem que seja necessário estar presente no mesmo local que eles.
A novidade dispensa a utilização de géis ou outros líquidos para manter a condutividade na pele, bem como o uso de sensores tradicionais. É claro, a tecnologia ainda depende do contato dos sensores com a pele, algo que foi resolvido pela utilização de tecidos que aderem ao corpo, mas são confortáveis como uma segunda pele, de forma a não causar incômodo.
Os sinais são transmitidos por dois dispositivos, um localizado no peito do paciente e outro na cintura, que também podem ser utilizados individualmente. O gadget conta com proteção de metal para resistir a quedas e batidas, preservando uma unidade Bluetooth, um acelerômetro e giroscópio, responsáveis pelo envio das informações a uma central conectada.
Em sua forma básica, o pijama da Xenoma é capaz de detectar a frequência de respiração do paciente. Por outro lado, é possível conectar um aparelho de eletrocardiograma à unidade principal, o que permite também o monitoramento dos batimentos cardíacos. De acordo com a fabricante, a peça central tem bateria com oito horas de autonomia, podendo ser estendida em modo de economia de energia, enquanto a peça, como um todo, resiste a mais de 100 lavagens antes de apresentar sinais de desgaste.
A marca japonesa afirmou ainda que está conduzindo testes clínicos em um hospital da Alemanha, cujo nome não foi divulgado. A ideia é melhorar a tecnologia e também o monitoramento antes do lançamento público da solução, que é previsto para 2020, com conjuntos custando US$ 100 (cerca de R$ 320, em conversão direta).