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Casal britânico navegava quando uma fragata russa decidiu que eles estavam muito perto: os tiros ecoaram por toda a Europa

Guerra já não se limita ao Donbas ou ao Mar Negro Agora, ela se faz sentir no Canal da Mancha, à porta do Reino Unido

22 jun 2026 - 09h11
(atualizado em 23/6/2026 às 09h10)
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Imagem | CROWN
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Foto: Imagem | CROWN / Xataka

No início do século XX, uma frota russa confundiu barcos de pesca britânicos com torpedeiros japoneses no Mar do Norte e abriu fogo: matou dois pescadores e quase desencadeou uma guerra entre o Reino Unido e a Rússia. Mais de um século depois, outro confronto em águas europeias serviu como um lembrete contundente de que, quando Moscou dispara, mesmo "por engano", o eco sempre viaja muito mais longe.

Um veleiro e uma fragata

Tudo começou com uma imagem quase absurda: um casal de britânicos aposentados navegando tranquilamente perto da Ilha de Wight e uma fragata russa, a Admiral Grigorovich, abrindo fogo de advertência a apenas algumas centenas de metros de distância.

No papel, foi um incidente menor, sem feridos ou danos, mas o simbolismo é enorme. No coração do Canal da Mancha, uma das artérias marítimas mais movimentadas do planeta, alguns tiros disparados para o ar transformaram uma manobra de rotina em um sinal de quão longe a guerra na Ucrânia está projetando a tensão militar nas próprias águas europeias.

Duas versões

Moscou afirma que o iate britânico se aproximou perigosamente, ignorou sinais acústicos e sinalizadores, e forçou a tripulação russa a disparar para evitar uma colisão. Londres e o casal a bordo oferecem uma versão muito menos dramática: alegam que corrigiram o curso após ouvirem a buzina e que nunca estiveram, de fato, em rota de colisão.

Essa contradição entre as versões é importante porque altera a interpretação do incidente. Se foi simplesmente um protocolo ...

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