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Capacidades da IA não devem ultrapassar controles de segurança, diz cofundador do DeepMind

16 set 2026 - 13h19
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Resumo
Shane Legg, cofundador do Google DeepMind, alertou que o avanço da inteligência artificial não deve superar os controles de segurança, especialmente com agentes autônomos acelerando o próprio desenvolvimento. Ao lançar um instituto para debater a IA Geral (AGI) e seus impactos na sociedade, Legg apoiou discussões sobre desacelerar lançamentos de ponta e reforçou sua previsão de 50% de chance de atingir uma AGI até 2028, embora considere prematuro afirmar que essa tecnologia já foi alcançada.

O cofundador do Google ‌DeepMind, Shane Legg, alertou que o rápido avanço da inteligência artificial não deve ultrapassar os controles de segurança, ao lançar um instituto para explorar a implantação da inteligência artificial ⁠geral (AGI), segundo reportagem do Financial Times nesta ‌quarta-feira.

Os alertas das empresas de IA sobre o autoaperfeiçoamento recursivo surgem no momento ‌em que pesquisadores relatam que ‌agentes de IA cada vez mais ⁠capazes podem escrever softwares, realizar tarefas autônomas e auxiliar no desenvolvimento de sistemas de IA. Isso gera preocupações de que a tecnologia possa avançar mais rápido do que ‌as medidas de segurança destinadas a monitorá-la e ‌controlá-la.

O apelo ⁠do presidente-executivo da ⁠Anthropic, Dario Amodei, para desacelerar, mas não interromper, o ⁠lançamento de ‌modelos de ponta foi "interessante ‌em termos de direção" e "vale a pena considerar", disse Legg, de acordo com a reportagem.

Ele disse que é prematuro declarar ⁠que a IA Geral (AGI) foi alcançada, apesar das recentes afirmações de executivos da Nvidia e OpenAI, informou o FT.

Legg continua "confiante" em sua previsão ‌de 50% de chance de alcançar uma IGA "mínima" até 2028, segundo a reportagem.

O DeepMind Institute tem ⁠como objetivo ampliar o debate público sobre a AGI, que o Google DeepMind define como um sistema com as capacidades cognitivas do cérebro humano, acrescentou a reportagem.

O instituto abordará temas que incluem ciência, educação, sociedade, políticas públicas, filosofia e o desenvolvimento humano, segundo o FT.

Seus três primeiros ensaios abordam a segurança da IA, a política econômica e os princípios para um "novo utopismo", segundo a reportagem.

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