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Assistentes virtuais femininas 'recebem' 10% menos que avatares masculinos em teste com IA

Pesquisadores colocaram 189 participantes em ambiente de realidade virtual para avaliar a remuneração de agentes digitais idênticos

6 out 2026 - 15h58
(atualizado às 16h26)
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Resumo
Assistentes virtuais femininas receberam 10,25% menos que as masculinas em experimento realizado com 189 participantes em ambiente de realidade virtual, refletindo desigualdade de gênero até na inteligência artificial.

A desigualdade salarial de gênero atravessou a barreira do mundo digital e chegou à inteligência artificial. Um experimento da Universidade de Limerick constatou que assistentes virtuais com aparência humana feminina foram pagos 10,25% menos do que seus equivalentes masculinos, embora utilizassem exatamente a mesma tecnologia para realizar as mesmas tarefas.

Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

O experimento envolveu 189 trabalhadores alocados em um ambiente de escritório em realidade virtual. Durante a dinâmica, os voluntários receberam dinheiro real para partilhar com os sistemas autônomos conforme o desempenho nas atividades designadas.

O avatar masculino, denominado Johan, obteve valores superiores e foi avaliado pelos voluntários como mais humanizado na comparação direta com a versão feminina, batizada de Johanna.

Como foi conduzido o teste de remuneração?

Os voluntários interagiram com três formatos de tecnologia: um chatbot textual, um robô de mesa e figuras com traços humanos. Os participantes demonstraram maior nível de confiança e atribuíram mais mérito aos modelos humanizados em relação ao dispositivo mecânico de mesa.

O comportamento prático divergiu das declarações dos participantes, que haviam indicado não ter preferência por gênero ou declararam optar por sistemas abertamente não humanos antes da divisão dos pagamentos.

Quais instituições assinam a pesquisa?

O artigo científico foi elaborado por Isabelle Cuber, Tarek Alakmeh, Moritz Jenny, Jochen Menges e Thomas Fritz, da Universidade de Zurique, além de Mary Hausfeld, da Universidade de Limerick, e Anand van Zelderen, da SKEMA Business School.

O relatório intitulado Human-Like and Male? How AI Assistant Design Relates to Trust and Monetary Reward at Work in VR integra a conferência NordiCHI '26, sediada em Vaasa, na Finlândia, com publicação pela Association for Computing Machinery no periódico Proceedings of the ACM on Human-Computer Interaction.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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