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Aquecimento global acelerou a um ritmo sem precedentes e estamos cada vez mais perto do ponto de não retorno

Especialistas indicam que temos apenas alguns anos para esgotar a quantidade de CO₂ que podemos emitir para a atmosfera

1 jul 2026 - 17h10
(atualizado em 2/7/2026 às 15h19)
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Imagens | Marcin Jozwiak
Imagens | Marcin Jozwiak
Foto: Imagens | Marcin Jozwiak / Xataka

Nos últimos anos, testemunhamos uma mudança radical no clima e a realidade é que sabemos que o sistema climático da Terra está acumulando calor a um ritmo sem precedentes. Isso não é apenas uma ilusão; é a principal conclusão da quarta edição do relatório Indicadores de Mudanças Climáticas Globais.

Os números não deixam margem para erros, já que, segundo o painel de mais de 70 pesquisadores de 56 instituições do mundo todo que participaram da análise, as atividades humanas elevaram o aquecimento global para 1,37°C até 2025. O mais preocupante é que, se a tendência atual continuar, as projeções matemáticas indicam que ultrapassaremos o temido limite de 1,5°C em aproximadamente quatro anos.

Ritmo inédito

A análise, baseada em uma vasta rede de observação da Terra e alinhada com dados do programa Copernicus e repositórios institucionais como o NASA Earthdata, mostra que a taxa de aquecimento induzido pelo homem permanece em um nível recorde de cerca de 0,27°C por década.

Por quê?

O relatório aponta para uma combinação letal, como níveis recordes de gases de efeito estufa e, paradoxalmente, um declínio contínuo nas emissões de dióxido de enxofre. Este último é importante porque, ao reduzir os aerossóis de enxofre, parte do efeito de aquecimento dos gases de efeito estufa, que antes estava mascarado, foi "desmascarado".

Como explica Piers Forster, autor principal do estudo e diretor do Priestley Centre for Climate Futures da Universidade de Leeds, a chave para entender a magnitude da ...

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