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Apps e plataformas não podem abolir as leis trabalhistas, diz Lula

"A precarização do trabalho precisa ser revertida", disse Lula, sem citar nomes de empresas que teriam sido parte desse problema

17 jul 2023 - 16h19
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Lula criticou precarização do trabalho por parte de empresas de tecnologia em cúpula em Bruxelas
Lula criticou precarização do trabalho por parte de empresas de tecnologia em cúpula em Bruxelas
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em discurso nesta segunda-feira (17), que as grandes empresas de tecnologia respeitem e sigam legislações trabalhistas em suas áreas de atuação.

A fala ocorreu durante a abertura da Cúpula América Latina-União Europeia, em Bruxelas, com a participação de 33 países. O presidente terá agenda de dois dias na Europa.

"Aplicativos e plataformas não podem simplesmente abolir as leis trabalhistas pelas quais tanto lutamos. A precarização do trabalho precisa ser revertida", disse Lula, sem citar nomes de empresas que teriam sido parte desse problema.

O chefe do Executivo também acredita ser "urgente" uma regulamentação mais rígida para o uso das plataformas digitais contra ilícitos cibernéticos e a desinformação. "O que é crime na vida real deve ser considerado crime no mundo digital", apontou.

"Nossas regiões estão ameaçadas pelo extremismo político, pela manipulação da informação, pela violência que ataca e silencia as minorias. Não existe democracia sem respeito à diversidade, sem que estejam contemplados os direitos das mulheres, negros, indígenas, LGBTQIA+, pobres e imigrantes", apontou Lula.

O petista já havia defendido a necessidade de regular as redes sociais para evitar ameaças à democracia em uma carta enviada à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lida em fevereiro, durante a conferência global "Internet for Trust", em Paris.

O presidente ainda incluiu em seu discurso tendências recentes da tecnologia, como internet das coisas e a robótica, como temas com potencial de trazer benefícios, mas com a devida monitoração das nações.

"Políticas ativas de inclusão social, digital e educacional são fundamentais para a promoção dos valores democráticos e da defesa do estado de direito. A revolução digital traz inúmeras oportunidades com as novas gerações de transmissão de dados com a internet das coisas, com a robótica e com as redes sociais. Populações antes isoladas tem agora a oportunidade de se conectar, de produzir conteúdo, de oferecer consumo e serviços. Mas há desafios importantes que requerem coordenação dos nossos países e de nossas regiões", disse.

* Com Deutsche Welle

Fonte: Redação Byte
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