A última moda para paquerar é parar de tomar banho; a ciência tem más notícias para seus defensores
Homens que deixaram de tomar banho esperam conquistar mais parceiras, mas não há qualquer respaldo científico para isso.
A nova tendência das redes sociais, chamada "pheromone maxxing", propõe abandonar o banho e o desodorante para atrair parceiros pelo suor e supostos feromônios. No entanto, a ciência desmente a prática: não há evidências de sua eficácia em humanos. Ao contrário de outros animais, a nossa espécie não possui o órgão vomeronasal funcional na fase adulta para detectar esses sinais químicos, tornando a ideia apenas mais um modismo digital bizarro e totalmente sem comprovação biológica.
As redes sociais sempre encontram uma maneira inusitada de chamar a atenção, e a última tendência envolve diretamente os hábitos de higiene pessoal e a paquera. Trata-se do chamado "pheromone maxxing": uma ideia bizarra cuja premissa é parar de tomar banho, abandonar o desodorante e deixar que o suor natural atraia pretendentes por meio de supostos feromônios irresistíveis.
Essa onda foi analisada recentemente pela publicação acadêmica The Conversation, que investigou se existe algum respaldo científico na tese de que a falta de banho aumenta os níveis de feromônios e atrai parceiros. E a conclusão é direta: não há nenhuma evidência comprovada sobre o assunto. Trata-se apenas de mais um modismo digital sem fundamento biológico.
O que são feromônios — e por que eles não funcionam em humanos
Quando pensamos no termo feromônio, a referência imediata é o reino animal. Na natureza, um feromônio é simplesmente um sinal químico que dispara uma resposta automática, fixa e previsível em todos os indivíduos da mesma espécie, como ocorre com as mariposas.
Mas será que nós, humanos, também funcionamos assim? A resposta da ciência é não. Sob a perspectiva da fisiologia, o órgão vomeronasal humano — estrutura que em outros animais detecta esses compostos químicos — não é funcional em adultos. Em nossa espécie, ele é apenas um vestígio anatômico sem conexão operacional com o cérebro.
Mesmo quando buscamos compostos parecidos no organismo, como o estratetraenol, os resultados desapontam....
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