Tratamento inédito contra o Alzheimer: spray nasal de placenta humana reduz lesões no cérebro e melhora a memória em testes
O spray usa pequenas estruturas derivadas da membrana amniótica para transportar moléculas até regiões do cérebro afetadas pelo Alzheimer
Um estudo inovador revelou que um spray nasal feito com vesículas da membrana amniótica humana reduziu danos do Alzheimer e melhorou a memória em testes com camundongos. As partículas alcançaram o hipocampo dos animais, diminuindo o acúmulo de beta-amiloide, atenuando a inflamação cerebral e preservando as conexões neuronais ao modular as células de defesa. Embora promissora por atuar em múltiplos fatores da neurodegeneração simultaneamente, a estratégia terapêutica ainda não foi testada em humanos.
Um spray nasal desenvolvido com vesículas extracelulares derivadas da membrana amniótica humana conseguiu reduzir as alterações associadas ao Alzheimer e melhorar a memória em modelos experimentais da doença. O estudo, publicado no dia 9 de setembro na revista científica Translational Neurodegeneration, mostrou que as partículas chegaram ao hipocampo de camundongos e modificaram a atividade de células de defesa do cérebro. Os animais apresentaram menos beta-amiloide, menor inflamação cerebral e sinais relacionados à preservação das conexões entre os neurônios. Vale lembrar que, apesar dos resultados, a estratégia ainda não foi testada em pessoas.
O diferencial da estratégia está na combinação de efeitos. As vesículas não atuam apenas sobre o acúmulo de beta-amiloide, mas também parecem modificar a resposta inflamatória do cérebro e preservar mecanismos ligados à comunicação entre os neurônios. É uma abordagem que tenta interferir em diferentes processos envolvidos na neurodegeneração ao mesmo tempo.
Spray leva partículas da membrana amniótica até o cérebro e altera a resposta da micróglia
Um spray milagroso? Se fosse assim tão simples, o Alzheimer já teria uma solução pronta na farmácia. A realidade, porém, é bem mais interessante: o que os pesquisadores colocaram dentro do frasco não é um medicamento comum, mas estruturas microscópicas que conseguem levar sinais de uma célula para outra. Os pesquisadores utilizaram vesículas extracelulares, estruturas liberadas por células ...
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