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A partir dos 50, sair para caminhar não basta: é preciso prestar atenção à constância e à velocidade

Também é importante levar em conta diferentes aspectos, como manter o tronco ereto e elevar os joelhos

27 ago 2026 - 08h08
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Resumo
Após os 50 anos, caminhar exige atenção ao ritmo e à constância para garantir a saúde cardíaca. Estudos indicam que a meta ideal para maiores de 60 anos fica entre 6.000 e 8.000 passos diários, e cada 1.000 passos extras reduz a mortalidade em 23%. Além disso, dar 4.000 passos apenas 1 ou 2 dias por semana diminui a mortalidade em 26%, índice que chega a 40% com 3 dias semanais. Assim, manter regularidade e intensidade moderada é fundamental para colher benefícios reais de longevidade.
Caminhar
Caminhar
Foto: Emma Simpson (Unsplash) / Xataka

Caminhar se consagrou nas últimas décadas como o melhor exercício para manter uma boa saúde à medida que envelhecemos. Mas não devemos cair na ideia de que dar um passeio muito tranquilo seja suficiente para manter nosso coração sempre preparado. E é aqui que os especialistas apontam que é preciso prestar atenção à técnica, ao ritmo e à constância ao fazer esse exercício.

Durante anos, ficamos obcecados com o número mágico de 10.000 passos diários, que chegou aos nossos relógios inteligentes ou celulares. Mas as evidências científicas mais recentes ajustaram esse limite, oferecendo um panorama muito mais realista e alcançável.

Um grande estudo publicado pela revista The Lancet apontou que, em pessoas com mais de 60 anos, o risco de morte diminui progressivamente quanto mais passos forem dados diariamente, até atingir um platô na marca entre 6.000 e 8.000 passos. Observou-se que cada aumento de 1.000 passos por dia já está associado a uma redução de aproximadamente 23% no risco de mortalidade por qualquer causa.

Constância e velocidade

Embora seja possível pensar que é preciso caminhar todos os dias sem falhar para obter um bom resultado, a realidade é que atingir apenas 4.000 passos em 1 ou 2 dias por semana já está associado a uma redução de 26% na mortalidade geral e de 27% na mortalidade cardiovascular. E, se isso aumentar para 3 dias por semana, a mortalidade cai até 40%, portanto podemos concluir que caminhar um pouco é sempre infinitamente melhor do que não fazer nada.

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