A invasão está aqui: China deve entregar 50.000 robôs humanóides até o fim do ano
O início da implementação se concentra em fábricas, logística, lojas e serviços comerciais, não em residências
Quando pensamos em robôs humanoides, é fácil que o primeiro nome que apareça seja o Optimus. A Tesla conseguiu instalar seu robô no imaginário tecnológico antes mesmo de transformá-lo em um produto que qualquer pessoa possa comprar. Mas aí está justamente o detalhe que torna essa história interessante: enquanto o robô da empresa liderada por Elon Musk ainda aguarda uma venda ao público, alguns fabricantes chineses já estão mais próximos de usos comerciais concretos. O que vimos em feiras, eventos e primeiros desdobramentos aponta para uma corrida que começa a ser medida menos pela promessa e mais pela implementação.
O sinal mais claro vem do banco norte-americano Morgan Stanley, que elevou pela segunda vez neste ano sua previsão de entregas de robôs humanoides na China e projeta que sejam alcançadas 50.000 unidades em 2026. O número quase duplica a estimativa anterior, de 28.000 unidades, e deixa ainda mais distante a primeira previsão de janeiro, quando falava em 14.000. O ajuste não é pequeno: em poucos meses, a instituição passou de uma expectativa prudente para uma leitura muito mais ambiciosa do ritmo que o setor está assumindo.
A previsão da Morgan Stanley não mistura todos os cenários. O cálculo inclui apenas vendas externas e deixa de fora robôs produzidos para protótipos, testes de pré-venda ou uso interno — um detalhe importante quando falamos de uma indústria ainda em fase inicial de implantação. O banco estima ainda que o mercado chinês de humanóides alcançará 2 ...
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