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A Geração Z consome mais filmes de terror do que os millennials e os boomers. A ciência tem um nome para esse fenômeno

"Inoculação do estresse" faz com que consumir filmes de terror te prepare para o mundo real

21 jun 2026 - 17h05
(atualizado em 22/6/2026 às 16h17)
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Filme de terror
Filme de terror
Foto: Divulgação / Xataka

A Gen Z é a geração com os níveis mais altos de ansiedade da história recente e, ao mesmo tempo, a que mais consome filmes de terror. A explicação mais simples é que esse pessoal busca adrenalina e que o terror funciona perfeitamente para isso —mas a psicologia tem uma resposta mais profunda.

O mecanismo tem nome: "inoculação do estresse". Ele consiste em se expor de forma controlada a uma versão do medo para treinar a resposta emocional diante de situações reais. É o mesmo princípio que sustenta a terapia de exposição, uma técnica clínica consolidada para tratar transtornos de ansiedade. Segundo a National Geographic, pesquisas sobre o consumo voluntário de experiências de medo encontraram que a euforia posterior ajuda a lidar melhor com os estressores que surgem depois. Assim, a resposta neuroquímica do cérebro a estímulos ameaçadores pode ser reduzida.

Ver filmes de terror não é escapismo, é treinamento

Mathias Clasen, diretor do Recreational Fear Lab da Universidade de Aarhus, explica: experiências de medo controlado podem ter efeitos positivos na adaptação de estratégias de enfrentamento. O cérebro que processa medo fictício em um ambiente seguro responde melhor quando o medo real aparece, não porque tenha sido dessensibilizado, mas porque praticou o ciclo completo: ativação, gestão e alívio.

A Geração Z chegou a esse mecanismo de forma intuitiva, mas os dados mostram que não foi por acaso. Segundo uma análise de tendências citada pelo Infobae a partir de dados do ...

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