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A face oculta da Coreia do Sul: a epidemia assustadora de mortes solitárias que o país não consegue mais esconder

Crise demográfica, pobreza entre idosos e pressão por sucesso pessoal alimentam o fenômeno que já causa mais de 3,6 mil mortes silenciosas por ano no país

5 fev 2026 - 13h51
(atualizado em 5/3/2026 às 17h24)
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Foto: Xataka

Na Coreia do Sul, a palavra "godoksa" descreve uma tragédia que ocorre longe da mídia e das cidades tecnológicas: mortes solitárias de pessoas que passam dias, semanas ou até anos sem serem notadas. Os corpos geralmente são encontrados em apartamentos fechados apenas quando o odor começa a se espalhar ou as contas deixam de ser pagas.

Segundo o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul, 3.661 pessoas morreram sozinhas em 2023, um aumento considerável em relação aos anos anteriores. Os homens respondem por 84% dos casos, e a maioria das vítimas tem entre 50 e 60 anos.

A pobreza e o envelhecimento por trás da crise

O avanço econômico que transformou a Coreia do Sul em potência tecnológica. Com isso, grandes expectativas pelo sucesso pessoal e baixa tolerância ao fracasso, moldaram um sistema onde indivíduos trabalhadores de meia-idade são facilmente descartados.

O país enfrenta agora uma crise demográfica sem precedentes: mais de 20% da população tem mais de 65 anos e a taxa de fertilidade é de apenas 0,72 filho por mulher — a mais baixa do mundo, segundo o Banco Mundial.

Além disso, há outro fator alarmante: quase 40% das pessoas com mais de 65 anos vivem abaixo da linha da pobreza, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dependendo de benefícios mínimos ou trabalhos informais. Homens de meia-idade que perderam o emprego, se divorciaram ou foram excluídos de suas famílias acabam isolados em pequenos apartamentos, sem qualquer rede ...

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