23 anos depois, ainda ninguém sabe o que houve com o Boeing 727 que partiu de Luanda e nunca mais foi visto
As hipóteses continuam em aberto porque não há destroços, confirmação de pouso nem vestígios de suas peças
Um avião comercial não deveria desaparecer assim. Estamos falando de uma das máquinas mais grandes e monitoradas da indústria do transporte, com planos de voo, controle aeroportuário, registros de manutenção e componentes normalmente rastreáveis. Por isso, o caso do Boeing 727 N844AA é tão difícil de encerrar. Segundo a Aviation Safety Network, a aeronave decolou do Aeroporto Internacional Quatro de Fevereiro, em Luanda, em 25 de maio de 2003, por volta do entardecer e sem a devida autorização. Desde então não há confirmação de pouso, restos identificados nem uma explicação definitiva.
Antes de se tornar um mistério, o N844AA teve uma vida muito mais convencional. O jornal The Washington Post explica que se tratava de um Boeing 727-223 construído em 1975, entregue à American Airlines e retirado da frota da companhia no fim do verão de 2001. Depois veio a reviravolta estranha: o avião foi convertido para transportar diesel dentro de Angola, com os assentos removidos e grandes tanques internos instalados na cabine. A ideia era abastecer operações ligadas a minas de diamantes em áreas de difícil acesso por estrada, mas o plano não demorou a dar errado.
O projeto de transporte de combustível passou a enfrentar contas não pagas, problemas com passaportes roubados, falhas de segurança e dúvidas sobre quem realmente controlava o avião. Em maio de 2002, as tripulações já tinham ido embora e o plano original estava praticamente desfeito, mas o 727 ainda estava lá, imobilizado no ...
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