Movimento na periferia de SP busca Instituto Federal para 1,5 mi de pessoas

Articulação no Campo Limpo, zona sul da capital, inclui cidades vizinhas como Taboão, Itapecerica e Embu das Artes

15 ago 2025 - 07h45
Resumo
Moradores mobilizam-se pela criação de um Instituto Federal na região, destacando benefícios educacionais e acessibilidade, embora o MEC não tenha previsão de atender a demanda.
Moradores entregam ofício para o ministro da Educação, Camilo Santana, mas MEC não incluiu Campo Limpo na lista dos novos institutos federais.
Moradores entregam ofício para o ministro da Educação, Camilo Santana, mas MEC não incluiu Campo Limpo na lista dos novos institutos federais.
Foto: Divulgação

Estudantes, professores, pais, padres, lideranças comunitárias, entre outros apoiadores da causa, como o ator Aílton Graça, fazem um movimento popular pela implantação de um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF) no Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

Se instado, o IF poderia atender a região paulistana com 720 mil habitantes, e cidades vizinhas como Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica da Serra: juntas, têm mais de 700 mil habitantes. A reivindicação começou no ano passado, quando o governo federal anunciou 102 novos institutos federais.

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Em São Paulo e Região Metropolitana serão 13 unidades, uma no Jardim Ângela, zona sul, mesma região do Campo Limpo, onde se concentra a reivindicação por mais um IF. “No Ângela vai ser legal, mas para ir até lá tem que atravessar a ponte, fazer baldeação. E para as cidades vizinhas, fica ainda mais longe”, diz Gerson Paz, 51 anos, presidente da Associação Cidadania Ativa do Jardim Macedônia.

Reunião de moradores para discutir ações em prol de um Instituto Federal no Campo Limpo, zona sul de São Paulo.
Foto: Divulgação

Panfletagem, reuniões e pedido ao ministro da Educação

Os moradores apontam um lugar possível para a instalação do IF: o prédio de uma universidade particular desativada na Estrada do Campo Limpo, ao lado do terminal de ônibus. “Eu me envolvi de cabeça porque pode proporcionar um ensino de qualidade para os jovens da periferia. Um Instituto Federal, no miolo da periferia, ajudaria muito”, defende o padre André Dimas, 47 anos.

Ele atua na Paróquia Santa Isabel Rainha, no Jardim Rosana. Tem ido a reuniões, distribuído panfletos, mobilizado moradores e fala sobre o Instituto Federal na missa. Outro morador da região que se movimenta pela implantação de um IF é Carlito de Oliveira Dias, 67 anos, aposentado, com trajetória de ativismo social.

Ele informa que existem dois abaixo-assinados, um online, com cerca de três mil assinaturas, e outro no papel, com mais de duas mil. “Não paramos: fazemos reuniões de diversos tamanhos, panfletagem, conversamos na Assembleia Legislativa, falamos com vereadores, fizemos chegar o pedido ao ministro Camilo Santana”, descreve Carlito.

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Prédio do Instituto Federal que já existe em São Paulo, na zona norte. Escolas são reconhecidas pela excelência do ensino.
Foto: Divulgação

O que diz o Ministério da Educação?

Através do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), estão sendo implantados 102 institutos federais, criando 142 mil vagas. Segundo o Ministério da Educação (MEC), não há previsão de instalação de um IF no Campo Limpo.

Ainda segundo o MEC, os novos campi vão atender regiões que ainda não têm unidades ou que registram número baixo de matrículas em cursos técnicos de nível médio. Em São Paulo, dois novos institutos federais serão implantados em Cidade Tiradentes (zona leste) e Jardim Ângela (zona sul).

As outras cidades paulistas contempladas são Osasco, Santos, Diadema, Ribeirão Preto, Sumaré, Franco da Rocha, Cotia, Carapicuíba, São Vicente, Mauá e Guarujá. Existem 686 unidades da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no país.

Fonte: Visão do Corre
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