Calor e umidade aumentam casos de micoses no verão

Infecções por fungos crescem mais de 42% nos meses quentes; dermatologista orienta prevenção e cuidados

2 jan 2026 - 17h45

O calor intenso aliado à alta umidade do verão cria o ambiente ideal para a proliferação de fungos na pele, o que explica o aumento expressivo dos casos de micoses nesta época do ano.

Infecções por fungos crescem mais de 42% nos meses quentes
Infecções por fungos crescem mais de 42% nos meses quentes
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Um estudo publicado em 2024 no Jornal de Ciência Médica da Coreia do Sul, que analisou mais de 38 mil casos de infecções dermatofíticas entre 2014 e 2024, revelou que 42,7% dos episódios ocorreram durante os meses mais quentes.

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O dado reforça o alerta para um período marcado pelo uso frequente de piscinas, praias, academias e vestiários compartilhados, locais que favorecem a transmissão dos fungos.

Por que as micoses aumentam no verão?

Segundo a dermatologistaSilvana Coghi, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o crescimento dos casos está diretamente ligado aos hábitos comuns da estação.

"O calor favorece a transpiração excessiva e, quando a pele permanece úmida por muito tempo, cria-se um cenário perfeito para o desenvolvimento de fungos. Piscinas, duchas coletivas e o compartilhamento de toalhas ou chinelos aumentam ainda mais o risco de contaminação", explica.

As micoses são infecções frequentes que podem atingir pés, unhas, virilha e dobras da pele. Apesar de, na maioria dos casos, não serem consideradas graves, exigem atenção, pois o tratamento inadequado pode prolongar o quadro e facilitar a transmissão para outras pessoas.

Tratamento depende do tipo e da gravidade

O tratamento das micoses varia conforme a região afetada e a intensidade da infecção. De acordo com a especialista, as condutas mais comuns incluem:

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  • uso de antifúngicos tópicos, como cremes, loções ou sprays, sempre com prescrição médica;

  • em quadros mais extensos ou persistentes, indicação de antifúngicos orais, com acompanhamento dermatológico;

  • manutenção da pele limpa e bem seca, especialmente após banho de piscina ou mar;

  • troca frequente de roupas úmidas e preferência por tecidos leves e respiráveis;

  • evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, calçados e alicates de unha.

"Receitas caseiras ou soluções naturais não substituem o tratamento médico. Elas podem até aliviar sintomas leves, mas não eliminam o fungo", alerta a dermatologista.

Ao perceber sinais como coceira, descamação, manchas na pele ou alterações nas unhas, a orientação é procurar um dermatologista o quanto antes.

Prevenção é o melhor caminho no verão

Para a Dra. Silvana, a prevenção ainda é a forma mais eficaz de reduzir o risco de micoses durante o verão. Medidas simples fazem diferença no dia a dia.

Secar bem o corpo após o banho, usar chinelos em áreas comuns, evitar roupas apertadas e manter bons hábitos de higiene ajudam a diminuir significativamente as chances de infecção.

"Com cuidados básicos e atenção aos primeiros sinais, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem prejuízos à saúde da pele", finaliza.

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