Se você tem hipotireoidismo e ouviu falar do Mounjaro (tirzepatida) para tratar o diabetes tipo 2 ou auxiliar na perda de peso, é natural surgir uma dúvida: quem tem hipotireoidismo pode tomar Mounjaro?
Na maioria dos casos, sim. O hipotireoidismo, incluindo a tireoidite de Hashimoto, não é uma contraindicação ao uso do medicamento.
Entretanto, quem faz reposição hormonal para a tireoide deve conversar com o médico antes de iniciar o tratamento, pois pode ser necessário acompanhar os exames e ajustar a medicação ao longo do tempo.
Mas, se o hipotireoidismo não impede o uso, por que tanta gente fica insegura? A resposta está nos alertas da bula e em alguns cuidados que merecem atenção.
Por que o Mounjaro gera dúvidas em quem tem problemas na tireoide?
O Mounjaro ganhou destaque pelo uso no diabetes tipo 2 e pelos resultados na perda de peso. Com isso, muitas pessoas passaram a questionar se o medicamento seria seguro para quem tem alterações na tireoide.
A dúvida aumentou porque a bula traz um alerta sobre tumores nas células C da tireoide observados em estudos com animais.
Mas isso não significa que qualquer doença da tireoide impeça o uso do medicamento.
O que a bula realmente diz?
Em estudos com ratos, a tirzepatida foi associada ao desenvolvimento de tumores nas células C da tireoide. Até o momento, porém, não há comprovação de que esse mesmo efeito aconteça em humanos.
Por precaução, o Mounjaro não deve ser usado por pessoas com:
- histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide;
- síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM2).
Essas restrições não incluem o hipotireoidismo comum, como o causado pela tireoidite de Hashimoto.
Quais cuidados são importantes durante o tratamento?
Quem usa levotiroxina deve informar isso ao endocrinologista antes de iniciar o Mounjaro.
A tirzepatida pode retardar o esvaziamento do estômago e, em algumas pessoas, interferir na absorção de medicamentos tomados por via oral, incluindo a levotiroxina.
Por esse motivo, o médico pode solicitar o acompanhamento do TSH e do T4 livre para avaliar se a reposição hormonal continua adequada.
Também é importante observar possíveis efeitos do medicamento, como náusea, constipação, dor abdominal e sensação de estômago cheio.
Como alguns desses sintomas podem se confundir com alterações do hipotireoidismo, qualquer mudança deve ser comunicada ao profissional que acompanha o tratamento.
Quando o Mounjaro realmente não deve ser usado?
As principais restrições relacionadas à tireoide não envolvem o hipotireoidismo.
O medicamento é contraindicado para pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou com síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM2), conforme orientam a bula e as agências reguladoras.
Como qualquer medicamento de prescrição, o Mounjaro também deve ser iniciado somente após avaliação médica, que levará em conta o histórico de saúde e os tratamentos já em andamento.
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O risco de hipoglicemia é maior?
Quando usado sozinho, o Mounjaro apresenta baixo risco de causar hipoglicemia.
Esse risco aumenta principalmente quando ele é combinado com insulina ou com medicamentos da classe das sulfonilureias, usados no tratamento do diabetes tipo 2.
Nessas situações, o médico pode precisar ajustar as doses para reduzir a chance de queda excessiva da glicose.
E quanto às outras canetas para diabetes e emagrecimento?
Quem busca informações sobre o uso do Mounjaro também costuma ter dúvidas sobre outros medicamentos, como Ozempic (semaglutida), Wegovy (semaglutida) e Saxenda (liraglutida).
Assim como ocorre com o Mounjaro, o hipotireoidismo, por si só, não costuma impedir o uso desses medicamentos.
No entanto, a avaliação médica continua sendo essencial, principalmente para quem faz reposição hormonal com levotiroxina.
As advertências relacionadas ao carcinoma medular de tireoide e à síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM2) também devem ser consideradas na escolha do tratamento.
Embora tenham mecanismos de ação semelhantes, cada medicamento possui indicações, doses e características próprias.
A decisão depende do quadro clínico, dos objetivos do tratamento e da orientação do endocrinologista.
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