O segredo desta lagartixa de estimação pode ajudar a entender o câncer

Como uma pesquisa sobre lagartixa e câncer pode ajudar a ciência a entender melhor a doença? A descoberta que intrigou os pesquisadores.

17 jul 2026 - 11h00
(atualizado às 11h01)

Uma pequena lagartixa de aparência incomum virou alvo de cientistas por um motivo inesperado. Ela desenvolve câncer com uma frequência muito acima do esperado.

Lagartixa e câncer / Canva
Lagartixa e câncer / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Conhecida como lemon frost, essa variedade da lagartixa-leopardo é criada por colecionadores e criadores de répteis em países como Estados Unidos e Reino Unido.

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O que chamou a atenção dos pesquisadores, porém, não foi a coloração branca e amarela, mas um problema de saúde. Cerca de 8 em cada 10 desses animais desenvolvem tumores agressivos.

Em muitos casos, o câncer se espalha para outras partes do corpo, um processo chamado metástase.

Foi justamente essa característica que levou pesquisadores a investigar o animal mais de perto.

O estudo identificou alterações genéticas semelhantes às observadas em diferentes tipos de câncer humano. Essa descoberta pode ajudar os cientistas a compreender melhor a doença.

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O que uma lagartixa pode ensinar sobre o câncer?

Diferentemente dos camundongos usados em laboratório, a lagartixa lemon frost desenvolve câncer espontaneamente, sem que os tumores precisem ser provocados pelos pesquisadores.

Isso permite acompanhar a doença desde o início e observar como ela evolui e, em alguns casos, se espalha para outras partes do corpo.

Essas características fazem da espécie um modelo promissor para pesquisas sobre o câncer.

Lagartixa e câncer: por que essa descoberta é importante?

Os pesquisadores acreditam que esse modelo pode ajudar a responder perguntas que ainda desafiam a ciência, como:

  • como um tumor começa;
  • por que alguns cânceres se tornam mais agressivos;
  • como o câncer se espalha para outras partes do corpo.

Além de complementar os estudos feitos com animais de laboratório, a comparação entre espécies que desenvolvem câncer com frequência e outras que raramente apresentam a doença pode revelar novas pistas sobre como o organismo consegue se proteger do câncer.

A natureza ainda pode esconder respostas para a medicina

A pesquisa reforça uma ideia cada vez mais valorizada pela ciência. Observar diferentes espécies pode ajudar a entender melhor doenças que também afetam os seres humanos.

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Cada animal seguiu um caminho diferente ao longo da evolução. Enquanto alguns parecem ser naturalmente resistentes ao câncer, outros, como a lagartixa lemon frost, têm uma predisposição muito maior à doença.

Para os pesquisadores, ampliar esse tipo de investigação pode revelar por que algumas espécies conseguem conter o desenvolvimento do câncer, enquanto outras são muito mais vulneráveis.

Essas descobertas podem abrir novos caminhos para futuras pesquisas.

Publicado na revista científica BMC Biology, o estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Nottingham em parceria com instituições de outros países. Embora os resultados ajudem a entender melhor como o câncer se desenvolve, a pesquisa ainda está em estágio inicial.

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Fonte: SaúdeLAB
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